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Agentes resgatam animais em condições precárias, aplicam R$ 270,5 mil em multas e prendem três pessoas por crimes ambientais

Foto: Daiane Cortes/Ascom-Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagrou, no último domingo (30), a Operação Mercatio, com o objetivo de combater o tráfico de animais silvestres na Feira de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação resultou na apreensão de 194 animais, incluindo um pixoxó, ave ameaçada de extinção. Além disso, nove pessoas foram conduzidas à Polícia Federal, sendo três presas por receptação qualificada, maus-tratos e venda ilegal de espécies da fauna brasileira.

Apreensão de espécies e condições de resgate

Durante a operação, fiscais do Ibama recolheram diversas espécies que estavam sendo comercializadas ilegalmente e mantidas em condições degradantes. Entre os animais apreendidos estavam 13 jabutis, seis coleiros, duas iguanas filhotes, um mico filhote, um trinca-ferro e um pixoxó.

Além disso, 170 caranguejos abaixo do tamanho mínimo permitido foram encontrados amarrados com fios de plástico, o que configurou maus-tratos. Os crustáceos foram soltos em uma área de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os demais animais foram encaminhados a centros de reabilitação para tratamento veterinário antes da reintrodução na natureza.

Prisões e punições

A operação contou com 32 agentes do Ibama e apoio da Polícia Federal. Durante a fiscalização, três suspeitos foram detidos em flagrante e conduzidos à sede da PF no Rio de Janeiro. Eles poderão responder por penas de até 36 anos de prisão. Outras seis pessoas também foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos, pois já estavam sob monitoramento da equipe de inteligência da fiscalização ambiental.

O Ibama aplicou multas que totalizaram R$ 270,5 mil, reforçando a necessidade de punição severa para quem participa do comércio ilegal de animais silvestres.

Feira de Duque de Caxias é ponto crítico de tráfico de animais

A Feira de Duque de Caxias é conhecida pelo comércio de diversos produtos, como frutas e verduras. No entanto, as autoridades identificam o local como um ponto recorrente de venda ilegal de espécies silvestres, o que exige ações contínuas de fiscalização para coibir crimes ambientais.

O Ibama faz um alerta à população sobre a importância de não adquirir animais silvestres sem autorização legal. O tráfico dessas espécies coloca a biodiversidade brasileira em risco e pode resultar em severas punições para vendedores e compradores.

Denúncias e medidas preventivas

O órgão ambiental reforça a necessidade de denúncias para combater o comércio ilegal de animais silvestres. Qualquer cidadão pode reportar atividades suspeitas por meio dos canais oficiais do Ibama. A fiscalização seguirá sendo intensificada para impedir que essas práticas criminosas continuem prejudicando o meio ambiente.

Fonte: g1.globo.com/gov.br

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