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Investigação aponta incêndio doloso, erros de gestão e atraso no chamado aos bombeiros; duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas.

Foto: Érica Martin/ Arquivo O Dia

A 19ª DP (Tijuca) concluiu o inquérito sobre o incêndio no Shopping Tijuca e indiciou cinco pessoas. O fogo atingiu o centro comercial em 2 de janeiro.

O incêndio matou a bombeira civil Emellyn Silva Aguiar Menezes e o supervisor Anderson Aguiar. Além disso, quatro pessoas ficaram feridas durante a ocorrência.

Segundo a Polícia Civil, gestores falharam na administração da crise. Além disso, investigadores identificaram atraso no contato com o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Falhas na gestão e na comunicação

A polícia indiciou Adriana Santilhana Nietupski e Pedro Paulo Alvares, superintendente e gerente de operações. Ambos responderão por incêndio doloso qualificado pela morte e outros crimes.

Além disso, Renata Barcelos Pereira Noronha, gerente de negócios, também foi indiciada. Ela responderá pelos mesmos delitos, exceto fraude processual.

Os investigadores também indiciaram Fabio Arruda Soares e Felipe Gonçalves Franciscone, funcionários da loja Bell’Art. O fogo começou no estabelecimento.

A polícia ouviu 38 pessoas ao longo da apuração. Além disso, peritos analisaram laudos técnicos, imagens e protocolos internos.

Os depoimentos revelaram falhas sucessivas na comunicação após o início das chamas. Entretanto, a administração demorou a repassar informações claras às equipes externas.

O botão de pânico foi acionado às 18h04. No entanto, o chamado aos bombeiros ocorreu apenas às 18h27.

As equipes chegaram às 18h40. Ainda assim, a corporação agiu rapidamente após o acionamento formal.

Irregularidades estruturais e técnicas

O laudo técnico apontou origem elétrica previsível para o incêndio. Além disso, peritos identificaram ambiente tecnicamente inadequado.

A loja não possuía alvará do Corpo de Bombeiros. Além disso, o shopping não mantinha sistema de exaustão eficiente para controle de fumaça.

Os peritos constataram instalações elétricas fora das normas técnicas. Também identificaram elevada carga de incêndio, inclusive em áreas técnicas.

Houve falhas na compartimentação interna. Além disso, sistemas de combate ao fogo atuaram de forma insuficiente.

A ausência de controle eficaz da fumaça agravou o cenário. Como resultado, as chamas se propagaram rapidamente.

Erros nos protocolos de evacuação também foram registrados. Portanto, a saída do público ocorreu de maneira desorganizada.

Suspeita de fraude processual

A investigação apontou indícios de fraude processual por parte de responsáveis pelo shopping. Segundo a polícia, pessoas entraram em área interditada após o incêndio.

Além disso, um item relevante para a investigação teria sido retirado do local. A conduta será analisada pela Justiça.

O inquérito foi concluído nesta quinta-feira. Agora, o Ministério Público avaliará a denúncia.

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