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Polícia aponta que o contraventor teria ordenado mortes para controlar o mercado ilegal; policial militar está entre os presos.

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mira o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como um dos chefes da máfia do cigarro no estado e suspeito de ser o mandante de assassinatos ligados à disputa pelo controle do comércio ilegal. A Justiça decretou a prisão preventiva do contraventor, que segue sendo procurado.

O alvo principal da investigação é o homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira, morto em outubro de 2022, em uma emboscada no pátio de um posto de combustíveis, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Segundo a apuração, homens armados com fuzis e pistolas, usando roupas semelhantes às da Polícia Civil, surpreenderam a vítima e efetuaram ao menos 14 disparos.

Crime teria ligação direta com disputa no contrabando

De acordo com os investigadores, a motivação do assassinato está relacionada à disputa pelo controle da venda de cigarros contrabandeados e falsificados. Fabrício e a esposa atuariam no mesmo mercado ilegal dominado pelo grupo chefiado por Adilsinho, considerado um dos principais operadores do esquema no Rio de Janeiro, com base em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Mensagens extraídas de celulares apreendidos durante a investigação indicam hostilidade constante contra a vítima. Em um dos registros, feito meses antes do crime, um dos suspeitos questiona por que Fabrício ainda estaria vivo. A perícia também encontrou indícios de monitoramento de possíveis alvos.

PM é preso e investigação aponta grupo de extermínio

Segundo a Polícia Civil, três homens participaram diretamente do homicídio, incluindo o policial militar Daniel Figueiredo Maia, que se apresentou à corporação e foi preso. Ele foi conduzido à delegacia e permanece custodiado em unidade prisional da PM, além de responder a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

A investigação também estabeleceu conexão entre a morte de Fabrício e o assassinato de Fábio de Alamar Leite, ex-sócio da vítima, morto dois dias depois, quando deixava o enterro do empresário. Para os investigadores, os crimes revelam a atuação de um grupo de extermínio armado, usado para impor domínio territorial e eliminar concorrentes.

Estrutura criminosa e lavagem de dinheiro

Durante diligências anteriores, a polícia apreendeu cerca de 40 mil maços de cigarros paraguaios, armas de uso restrito, munições, máquinas de contar dinheiro e anotações contábeis, o que reforça o caráter organizado e industrial da atividade criminosa.

Além do contrabando de cigarros, o grupo liderado por Adilsinho é investigado por envolvimento com jogos de azar, contravenções e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, como tabacarias e depósitos de gás.

As buscas continuam para localizar foragidos e cumprir os mandados restantes.

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