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Ação da Polícia Civil na Vila Kennedy e no Catiri mira expansão territorial do CV; escolas e unidades de saúde tiveram funcionamento afetado.

A operação mobilizou equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), da 34ª DP (Bangu), e recebeu apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além de departamentos gerais da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Segundo investigações, a ação tem como alvo membros da alta cúpula do CV, em especial Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Carlos Costa Neves, o Gadernal, que coordenam células armadas na região com a finalidade de ampliar a influência da organização criminosa.

As investigações apontam que o CV utiliza violência, ameaças e toques de recolher para dominar áreas do Catiri e de Campo Grande, usando a Vila Kennedy como ponto logístico e operacional. Moradores têm sido expulsos de suas residências, enquanto barricadas são instaladas para dificultar a entrada das forças policiais. Além disso, drones têm sido utilizados para monitorar a ação de agentes e planejar ataques contra rivais e autoridades.

Desde a primeira fase da Operação Contenção, mais de 50 suspeitos foram presos e 7 morreram em confrontos com a polícia. O objetivo central das ações é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do CV, desmantelando redes de tráfico de drogas, armas e controladores de territórios na Zona Oeste.

As operações têm reflexos diretos na vida cotidiana. Na Vila Kennedy, 16 escolas tiveram as aulas suspensas, enquanto no Catiri, 8 unidades foram impactadas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que seis unidades de atendimento sofreram alterações: três suspenderam atividades externas, uma interrompeu temporariamente o início do funcionamento e duas suspenderam todo o atendimento para garantir a segurança de profissionais e usuários.

Especialistas alertam que a atuação de facções criminosas em áreas urbanas não apenas aumenta a violência, mas compromete serviços essenciais, como educação e saúde, impactando diretamente milhares de moradores e colocando em risco a segurança de profissionais que atuam nas regiões.

A Polícia Civil reforça que as operações são contínuas e visam a redução da criminalidade, proteção da população e controle do tráfico de drogas, combatendo a expansão de organizações como o Comando Vermelho e fortalecendo a presença do Estado em áreas de risco.

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