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Ministério Público e Polícia Civil realizam ação na Baixada Fluminense e prendem três suspeitos, incluindo policial civil e ex-servidor que facilitava transporte de milicianos; grupo cobrava “taxa de segurança” em bairros da cidade.

Imagem: Carlaile José Rodriguesa
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do Estado do Rio deflagraram nesta terça-feira (2) a Operação Mibius, contra milicianos que atuam em Queimados, na Baixada Fluminense. Até o momento, três pessoas foram presas, incluindo um policial civil e um ex-servidor do Conselho Tutelar que usava um carro oficial para transportar criminosos. A ação cumpre cinco mandados de prisão relacionados a crimes de constituição de milícia privada e extorsão qualificada.

Promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e agentes da 55ª DP (Queimados) realizaram a operação após análises de celulares apreendidos em prisões anteriores, que permitiram identificar integrantes da organização criminosa. Um dos alvos já estava preso, enquanto outros dois foram detidos nesta terça-feira.

Entre os detidos está Flavio Cordeiro Candreva, policial civil suspeito de fornecer armas ao grupo, e Paulo Alberto de Lima, ex-servidor do Conselho Tutelar de Queimados, que usava um carro oficial do órgão para transportar milicianos. Atualmente, Paulo Alberto não integra mais o quadro da prefeitura e permanece detido.

Segundo o Gaeco, o grupo criminoso operava nos bairros Fanchem, Porteira e Paraíso, praticando extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Sob ameaça de armas, os milicianos exigiam pagamento de uma “taxa de segurança” e recolhiam as chaves das motocicletas como forma de coação.

Para tentar dar aparência de legalidade às cobranças, os criminosos utilizavam a fachada de uma empresa chamada “Mibius Segurança Privada”, distribuindo cartões com contatos telefônicos e chaves PIX para receber os valores exigidos.

O chefe da milícia, João Carlos Lustosa da Silva, permanece preso em Gericinó, mas, segundo as investigações, continuava comandando as ações do grupo mesmo atrás das grades.

Os cinco investigados foram formalmente denunciados pelo Gaeco à Justiça pelos crimes de constituição de milícia privada e extorsão qualificada, podendo responder a processos penais que podem resultar em longas penas de prisão.

A Operação Mibius reforça a atuação do MPRJ e da Polícia Civil na combate às milícias na Baixada Fluminense, buscando desarticular organizações criminosas que se beneficiam de corrupção, coação e uso indevido de recursos públicos.

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