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Criminosos usavam perfis falsos para atrair vítimas e realizar crimes na Lapa e na Zona Sul do Rio

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu João Victor Cordeiro Barbosa, conhecido como “Kevin Muniz”, suspeito de integrar uma quadrilha que roubava e extorquia homossexuais após encontros marcados em aplicativos de relacionamento. Agentes da 5ª DP (Mem de Sá) cumpriram dois mandados de prisão contra o criminoso, que foi detido em casa.

Quadrilha agia em hotéis e apartamentos alugados

A investigação apontou que a organização criminosa utilizava perfis falsos em sites de programas para atrair vítimas. Após marcarem os encontros, os criminosos levavam os alvos para hotéis na Lapa e na Zona Sul do Rio, onde iniciavam os ataques.

Em um dos casos, a vítima relatou à polícia que combinou um encontro com dois garotos de programa, incluindo João Victor. O encontro ocorreu em um apartamento pertencente a Maria Eduarda, mulher trans e integrante do grupo, que já havia sido presa em outubro do ano passado.

Após a relação sexual, os criminosos iniciaram a sessão de violência. A vítima foi ameaçada, espancada e amarrada. Em seguida, os agressores roubaram seu celular e cartões bancários, utilizando os dados para realizar transferências de dinheiro.

Cárcere privado e prejuízo de mais de R$ 25 mil

Os criminosos não se limitaram ao roubo inicial. Para contornar as restrições bancárias do período noturno, a vítima foi mantida em cárcere privado dentro de um carro até o amanhecer. Assim que o horário de funcionamento dos bancos permitiu novas transações, os criminosos continuaram a retirar dinheiro das contas da vítima.

Ao todo, o prejuízo ultrapassou R$ 25 mil. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha já aplicou esse mesmo golpe em diversas outras vítimas, sempre utilizando perfis falsos e marcando encontros em locais isolados.

Investigações continuam

A prisão de João Victor representa um avanço na desarticulação do grupo criminoso. No entanto, a polícia segue investigando outros envolvidos na quadrilha. Autoridades pedem que possíveis vítimas denunciem para que mais suspeitos sejam identificados e presos.

Fonte: g1.globo.com

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