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Docente teria se recusado a usar nome social da estudante; mãe registrou ocorrência e investigações estão em andamento

Foto: O caso está sendo investigado pela 26ª DP – Reprodução/Google Street View

Uma professora da rede municipal do Rio de Janeiro foi afastada após ser acusada de transfobia contra uma aluna de 13 anos. A denúncia foi registrada na última quarta-feira (26) na 26ª DP (Todos os Santos), na Zona Norte da capital. Segundo a família, a docente se recusou a tratar a adolescente pelo nome social, adotado oficialmente desde o ano passado.

A Secretaria Municipal de Educação confirmou o afastamento da professora e afirmou que ela responde a uma sindicância. “A responsável e a aluna foram acolhidas pela direção da escola e estão sendo acompanhadas por uma equipe interdisciplinar”, informou a pasta.

Denúncia e impacto na estudante

De acordo com o relato da família, a professora tentou forçar a adolescente a utilizar o nome de registro de nascimento, de gênero masculino. Durante uma atividade em sala de aula, a docente teria escrito o nome morto da aluna no trabalho, ignorando seu nome social.

Além disso, a mãe da estudante, Rosana Sarmento Ribeiro, afirmou que a filha, que está no espectro autista, não conseguiu retornar às aulas após o ocorrido. “As crianças precisam ter confiança na escola e nos educadores. Estou defendendo minha filha e todas que passam pelo mesmo problema”, declarou.

Histórico de preconceito

A família também relatou que essa não foi a primeira situação de discriminação envolvendo a professora. Em 2023, ao descobrir que a adolescente era praticante do candomblé, a docente teria obrigado os alunos a rezar em sala de aula.

A mãe registrou um boletim de ocorrência por crime de preconceito. “Ela não sabe ensinar, só sabe ensinar ódio, preconceito, discriminação, capacitismo, homofobia e transfobia”, desabafou Rosana.

Investigação em andamento

A Polícia Civil informou que investiga o caso e que testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer os fatos. A sindicância instaurada pela Secretaria de Educação busca apurar a conduta da professora e determinar possíveis penalidades.

O nome da docente não foi divulgado. Por isso, a reportagem não conseguiu localizar sua defesa.

Fonte: g1.globo.com/folha.uol.com.br

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