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Polícias Civil e Militar retiram quase dois fuzis por dia das ruas; número é o maior desde 2007.

Foto:  Rafael Nascimento

O Estado do Rio de Janeiro bateu um recorde histórico na apreensão de fuzis entre janeiro e setembro de 2025. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), as forças de segurança apreenderam 593 armas de guerra, o que representa quase dois fuzis por dia. Desde o início da série histórica, em 2007, o estado nunca havia registrado número tão elevado.

Além disso, os indicadores de criminalidade patrimonial apresentaram queda significativa no mês de setembro, reforçando a estratégia de atuação conjunta das polícias.

Apreensão de fuzis atinge maior número em 18 anos

A Polícia Civil e a Polícia Militar intensificaram operações em comunidades dominadas por facções. Como resultado, apreenderam fuzis utilizados em confrontos, tráfico de drogas e ataques a instituições públicas. Esses armamentos de alto poder destrutivo estavam, em grande parte, em áreas de conflito no Rio e na Baixada Fluminense.

Crimes contra o patrimônio caem no estado

Paralelamente, os dados mostram que os crimes patrimoniais também diminuíram:

  • Roubos de carga caíram 46% em setembro, com 182 registros, contra 339 no ano anterior.
  • Roubos de veículos recuaram 42%, passando de 3.094 para 1.801 casos.
  • Roubos de rua diminuíram 14%, com 4.448 vítimas em 2025, contra 5.189 em 2024.
  • No acumulado do ano, os roubos de veículos caíram 19%, de 21.243 para 17.144 ocorrências.

Produtividade policial cresce em 2025

Entre janeiro e setembro, a produtividade das forças de segurança também aumentou:

  • 31.691 prisões em flagrante;
  • 12.898 veículos recuperados;
  • 19.114 apreensões de drogas;
  • 4.591 armas retiradas de circulação.

As mortes por intervenção policial caíram 7%, passando de 558 para 519 registros. Já os casos de latrocínio diminuíram 20%, com 52 mortes em 2025.

Autoridades comemoram resultados

O governador Cláudio Castro afirmou que o resultado é reflexo de planejamento estratégico e integração entre as instituições. Para Marcela Ortiz, presidente do ISP, a redução dos crimes e o aumento da produtividade comprovam a eficiência do trabalho baseado em dados.

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