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Pesquisa do IFGF mostra que municípios da Serra fluminense tiveram desempenho crítico em investimentos em 2024, mesmo com cenário econômico favorável.

Uma nova edição do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) revelou que, em 2024, a Região Serrana do Rio de Janeiro teve o pior desempenho em nível de investimentos públicos entre todas as regiões do estado. Com apenas 0,1921 ponto no componente de investimentos, os municípios serranos não conseguiram transformar a folga fiscal em melhorias visíveis para a população, segundo o estudo da Firjan.

A análise abrangeu os 13 municípios dessa região, cuja pontuação média geral ficou em 0,5710 ponto, ligeiramente acima da média estadual. Enquanto mostraram bons resultados nos indicadores de Autonomia (capacidade de gerar receitas próprias) e Liquidez (disponibilidade de recursos para honrar compromissos financeiros), o componente de investimento se destacou como fragilidade grave. Muitos municípios tinham orçamento comprometido com despesas obrigatórias e não investiram o suficiente em obras, infraestrutura ou serviços públicos essenciais.

Cidades como Trajano de Moraes e São Sebastião do Alto tiveram os resultados mais críticos da Região Serrana, com baixo aproveitamento dos recursos disponíveis. Nova Friburgo ficou em posição intermediária, com nota considerada em “dificuldade”. Já Cordeiro destacou-se por ter o melhor desempenho em vários indicadores entre os serranos.

Para especialistas da Firjan, esse dado evidencia falhas na gestão municipal, no planejamento orçamentário e na priorização dos recursos públicos. Mesmo com repasses federais ou estaduais em cenários econômicos favoráveis, a ausência de planejamento ou execução eficiente faz com que boa parte dos municípios não avance em obras, em mobilidade, educação, saúde ou infraestrutura básica que dependem de investimento direto.

Além disso, o IFGF mostra que há municípios serranos com alto comprometimento da receita com pessoal ou com obrigações financeiras, o que reduz ainda mais a margem para investir. A Firjan sugere que gestores públicos priorizem políticas de transparência, planejamento e uso eficiente da receita própria para reverter esse quadro.

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