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Prefeitura do Rio oferece 160 vagas emergenciais além de 200 já criadas, em parceria com ONG e iniciativa privada, para proteger moradores de rua do frio intenso.

A Prefeitura do Rio anunciou a abertura de mais 160 vagas nos abrigos municipais para acolher a população em situação de rua durante o inverno rigoroso que tem atingido a cidade. A medida visa proteger os cidadãos em vulnerabilidade das baixas temperaturas e será implementada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), que já havia disponibilizado 200 vagas emergenciais.

Novas vagas para pernoite

As novas vagas são destinadas ao pernoite e serão distribuídas entre unidades da própria Secretaria e espaços parceiros, incluindo a Paróquia Cristo Rei, a ONG Associação Desenvolvimento Assistencial Familiar e o Norte Shopping. A ampliação da rede de acolhimento visa garantir que mais pessoas sejam protegidas dos riscos hipotérmicos.

A titular da Smas, Martha Rocha (PDT), destaca que, durante o inverno, muitos que habitualmente rejeitam o acolhimento tendem a mudar de postura diante do frio intenso. “Historicamente, nesta época do ano, mesmo aqueles mais resistentes ao acolhimento acabam aceitando, pois a necessidade de proteção é maior que qualquer resistência”, afirmou a secretária.

Campanha Inverno Solidário e arrecadação de doações

Além da ampliação das vagas, a Prefeitura está promovendo a campanha Inverno Solidário. O objetivo é arrecadar roupas de frio, cobertores e meias para garantir um acolhimento mais digno às pessoas em situação de rua. A população pode fazer suas doações até o dia 18 de julho, nos postos de coleta distribuídos pela cidade.

Desafios na rede de acolhimento: a realidade da população em rua

Apesar da expansão das vagas nos abrigos, a demanda segue alta e supera a oferta. O último censo revelou que, atualmente, o Rio de Janeiro tem 7.865 pessoas vivendo nas ruas, a segunda maior população em situação de rua do país, ficando atrás apenas de São Paulo. A necessidade de ampliar o atendimento se torna cada vez mais urgente, considerando o grande número de pessoas que continuam sem acesso a um abrigo seguro.

Fontes: temporealrj.com/diariodorio.com

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