Pesquisar

Nova legislação determina acolhimento, identificação precoce dos sintomas e acompanhamento especializado para mulheres atendidas na rede estadual de saúde.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro sancionou a Lei nº 11.275/2026, que estabelece diretrizes para o diagnóstico, acolhimento e tratamento da depressão pós-parto e de outros transtornos emocionais relacionados ao ciclo gravídico-puerperal. A norma foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10).

A iniciativa busca ampliar o atendimento às mulheres no período pós-parto, promovendo a identificação precoce dos sintomas e garantindo acompanhamento pelos serviços estaduais de saúde.

Lei prevê acolhimento e diagnóstico precoce

De acordo com a legislação, as unidades públicas estaduais de saúde deverão adotar medidas para identificar precocemente sinais de tristeza pós-parto, depressão pós-parto e outros transtornos emocionais que possam surgir durante a gestação ou após o nascimento do bebê.

Além disso, a lei estabelece diretrizes para acolhimento, orientação e acompanhamento das mulheres atendidas na rede estadual, fortalecendo a assistência durante o período puerperal.

Entre as ações previstas está a capacitação dos profissionais de saúde para reconhecer sinais de sofrimento emocional e encaminhar as pacientes para atendimento adequado.

Acompanhamento poderá incluir visitas domiciliares

A nova legislação também prevê a realização de busca ativa das mulheres que deixarem de comparecer às consultas de acompanhamento após o parto.

Nos casos em que houver sintomas compatíveis com depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais, o atendimento poderá incluir visitas domiciliares, acompanhamento psicossocial e acesso aos medicamentos indicados pelos profissionais de saúde.

Além disso, a assistência poderá ser estendida aos familiares, fortalecendo a rede de apoio às mães durante o período de recuperação.

Capacitação e campanhas de conscientização

Outro ponto previsto na lei é o incentivo à realização de estudos, produção de dados e treinamentos voltados aos profissionais que atuam no pré-natal, parto e pós-parto.

O texto também autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas educativas para ampliar a conscientização sobre a tristeza pós-parto e a depressão pós-parto, respeitando a disponibilidade orçamentária e administrativa dos órgãos públicos.

O que é a depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um transtorno de saúde mental que pode surgir nas primeiras semanas ou meses após o nascimento do bebê. Os sintomas podem incluir tristeza intensa, ansiedade, alterações de humor, dificuldade para criar vínculo com a criança, fadiga persistente e perda de interesse pelas atividades diárias.

Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam significativamente as chances de recuperação e contribuem para a saúde da mãe, do bebê e de toda a família.

Fontes: alerj.rj.gov.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Nova legislação prevê ações de prevenção, diagnóstico precoce e possibilidade de parcerias com a Fiocruz para ampliar o atendimento às pessoas com a doença rara.

Nova legislação institui o Programa de Saúde do Trabalhador do Trânsito para reduzir o estresse, promover saúde mental e incentivar melhores condições de trabalho aos profissionais do transporte.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (1)
CazéTV afirma que ainda não foi notificada sobre decisão que determina penhora de pagamentos a Romário

Emissora informou que não recebeu comunicação oficial da Justiça após decisão que prevê bloqueio de valores destinados ao senador para quitar dívida de R$ 32,4 milhões.

IMAGENS PARA O SITE
Seis corpos são levados à UPA de Magalhães Bastos após operação policial na Zona Oeste do Rio

Polícia Civil identificou cinco das vítimas e investiga as circunstâncias das mortes; caso é apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

af84782f-ed49-4618-a0da-324be8efbe9e
Preço dos imóveis novos dispara no Rio e faz compradores migrarem para outros bairros

Levantamento aponta que o preço dos lançamentos na capital fluminense passou de R$ 12,8 mil por metro quadrado. Escassez de terrenos na Zona Sul e busca por imóveis perto da orla pressionam os valores.