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Denis Kopanev, de 33 anos, desapareceu em junho; perícia aponta morte por acidente ou mal súbito, sem indícios de crime. Investigação utilizou anel monitor de sinais vitais e depoimentos de testemunhas.

O turista russo Denis Kopanev, de 33 anos, desaparecido desde 9 de junho, foi encontrado morto na Floresta da Tijuca, Zona Sul do Rio de Janeiro. A confirmação da identidade foi feita pela Polícia Civil por meio de perícia forense e comparação de raio-x craniano. O corpo estava em avançado estado de decomposição, e as investigações apontam para um acidente ou mal súbito como causa da morte, descartando ação criminosa.

Denis foi localizado por um frequentador das trilhas do Horto, que percebeu alteração na água de um córrego e seguiu o rastro até encontrar o corpo. Ao lado do cadáver foram achados a carteira, o cartão de crédito e as roupas do turista, elementos que reforçaram a identificação preliminar. A confirmação definitiva veio após análise comparativa de raio-x e exame antropológico, considerando sexo, idade e cor da pele.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), contou com buscas intensivas durante mais de três meses, utilizando cães farejadores, drones e helicóptero. Dados do anel de monitoramento que Denis usava mostraram movimento ativo até cerca de 22h30 do dia 9 de junho, horário em que os sinais vitais cessaram abruptamente, indicando um possível mal súbito ou acidente.

Denis havia cancelado uma corrida de aplicativo e optado por seguir a pé por uma trilha em direção à Vista Chinesa, sem concluir o encontro marcado. Ele tinha percorrido trilhas conhecidas na região anteriormente, mas acabou se desviando, ingressando em área de difícil acesso.

A Delegada Elen Souto reforçou que não há indícios de crime: “A única linha investigativa era de que Denis se perdeu na Mata Atlântica. Concluímos que ele sofreu um acidente, possivelmente devido à escuridão e ao terreno acidentado”. Testemunhas relataram que Denis havia consumido drogas na noite anterior e participava de encontros marcados por aplicativo, sem envolver terceiros no local da tragédia.

O turista chegou ao Rio de Janeiro em 8 de junho, após visitar a Amazônia e Minas Gerais, e planejava seguir para São Paulo e Fernando de Noronha. A ocorrência evidencia os riscos de trilhas de difícil acesso, mesmo para visitantes experientes, reforçando a importância de acompanhamento e precaução em áreas de mata fechada.

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