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A proposta de venda do Maracanã ao Flamengo visa arrecadar recursos para o Estado, mas também traz à tona disputas políticas para 2026.

O Complexo do Maracanã, um dos maiores símbolos do futebol brasileiro, pode ser vendido para o Flamengo, após a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovar a inclusão do estádio na lista de bens públicos a serem leiloados. O projeto de lei, que ainda precisa passar pelo plenário, tem como objetivo arrecadar R$ 2 bilhões para abater a dívida do Estado com a União, estimada em R$ 12,3 bilhões.

A inclusão do Maracanã na lista de imóveis a serem vendidos, proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, é vista como uma oportunidade para aliviar as finanças do Rio.

O Flamengo, atualmente, administra o estádio por meio de um consórcio com o Fluminense até 2044. Porém, a proposta de venda direta ao clube permite que o Flamengo assuma a propriedade de um dos maiores estádios do Brasil, um ativo de grande valor tanto financeiro quanto simbólico. A venda poderia ainda ser uma solução para os altos custos de manutenção do estádio, que chegam a R$ 1 milhão por jogo, como explicou o deputado Rodrigo Amorim (União), presidente da CCJ.

A proposta de leilão também coloca o Flamengo em uma posição privilegiada para adquirir o Maracanã, caso o projeto seja aprovado. Em conversas recentes, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (BAP), demonstrou interesse na compra, o que reforça a ideia de que o clube pode finalmente garantir a posse do estádio como sua casa definitiva.

O movimento de venda do Maracanã reflete a crescente pressão política e econômica para resolver as questões financeiras do Estado. A proposta, que também inclui outros imóveis, visa atender à necessidade urgente de quitação da dívida pública do Rio.

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