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Ato no Rio de Janeiro e discurso da ONU destacam a necessidade de ações rápidas para enfrentar a crise climática e evitar consequências irreversíveis.

 Foto: Andréa Graiz

Ato por justiça climática reúne ativistas no Rio

Movimentos sociais, artistas e representantes de organizações internacionais realizaram, nesta terça-feira (4), um ato simbólico na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. O evento, organizado pela Cúpula dos Povos Rumo à COP 30, teve como objetivo dar visibilidade às lutas por justiça climática e pressionar por ações concretas contra o avanço das mudanças climáticas.

“Estamos sentindo na pele as modificações do clima. Projetos desenvolvimentistas continuam explorando de forma predatória nossos bens naturais, trazendo consequências desastrosas”, afirmou Izabely Miranda, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Como exemplo, ela citou a seca na Amazônia e as enchentes no Sul do Brasil, que evidenciam a aceleração do aquecimento global.

Além do ato, a Cúpula dos Povos promove uma série de reuniões internacionais ao longo da semana. O objetivo principal é definir estratégias de mobilização global para pressionar os líderes políticos e econômicos a implementarem políticas ambientais mais eficazes antes da COP 30, que acontecerá em novembro, em Belém (PA).

ONU alerta para urgência na ação climática

Enquanto ativistas pressionam governos e corporações, a ONU reforça a necessidade de medidas imediatas. Em discurso nesta quinta-feira (6), em Brasília, Simon Stiell, chefe da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), alertou que os países precisam agir rapidamente em seu próprio interesse econômico.

“A mudança para a energia limpa agora é irreversível, pois representa uma enorme oportunidade econômica”, afirmou Stiell. Ele destacou que, apesar do atraso de muitos países na entrega de suas estratégias climáticas, avanços concretos foram feitos desde a assinatura do Acordo de Paris, em 2015.

Contudo, o discurso de Stiell ocorreu em um momento crítico, após o anúncio de que os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, recuarão em compromissos ambientais. Mesmo assim, o representante da ONU garantiu que outras nações já estão se posicionando para assumir protagonismo e colher benefícios, como crescimento econômico, geração de empregos e redução da poluição.

Caminhos para a COP 30 e desafios globais

A COP 30, que ocorrerá no Brasil, será um marco para avaliar o cumprimento dos compromissos assumidos há dez anos. Segundo Stiell, mais de 170 países estão trabalhando em novas metas climáticas, que deverão ser apresentadas ao longo do ano. “Os próximos dez anos serão decisivos. Coalizões globais precisam se fortalecer para garantir avanços reais”, afirmou.

A última conferência climática, realizada em Baku, resultou em um compromisso mínimo de US$ 300 bilhões anuais até 2035 para financiar ações contra as mudanças climáticas. No entanto, especialistas alertam que esse valor ainda está longe do necessário para mitigar os impactos da crise ambiental.

Fonte:
istoe.com.br
brasildefatorj.com.br

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