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Setores como petróleo e turismo podem se beneficiar de medidas externas, enquanto incertezas afetam comércio e inflação.

A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos gerou expectativas e incertezas para a economia global, e o Rio de Janeiro, um dos principais polos econômicos do Brasil, pode ser diretamente impactado por suas políticas. Segundo João Branco, professor de economia da ESPM Rio, setores como petróleo e turismo têm potencial para se beneficiar, dependendo das ações do governo americano.

Trump retomar políticas favoráveis ao uso de combustíveis fósseis, como espera-se, pode impulsionar a indústria petrolífera fluminense. “Se essa política for implementada, o Rio de Janeiro verá um cenário mais positivo para o setor”, afirmou Branco. A valorização do dólar, impulsionada por questões geopolíticas, tende a encarecer exportações, afetando setores como o aço e o etanol. No entanto, a indústria de petróleo no Rio poderia se beneficiar com o aumento das demandas internacionais.

No setor turístico, a desvalorização do real devido à valorização do dólar pode atrair mais turistas para o Brasil, tornando o Rio de Janeiro um destino ainda mais acessível. “O turismo é uma das principais fontes de receita do estado, e isso pode ajudar a aquecer a rede hoteleira e o setor de serviços”, destacou o professor.

O impacto nas relações comerciais Brasil-EUA

Além do setor petrolífero e turístico, os empresários brasileiros também estão atentos às políticas comerciais de Trump. Uma pesquisa realizada pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) revelou que 60% dos executivos consultados veem as ações do governo dos EUA como o principal fator externo que impactará a economia brasileira em 2025. A pesquisa destaca que os desafios geopolíticos, incluindo disputas comerciais, também figuram entre as maiores preocupações.

A pesquisa ainda revela que muitos empresários enxergam a necessidade de fortalecer as relações Brasil-EUA, com 31% dos entrevistados defendendo uma postura aberta ao diálogo. A aproximação com os Estados Unidos é vista como uma estratégia importante para ampliar oportunidades de negócios, apesar das incertezas políticas e econômicas locais.

O cenário atual no Brasil

No entanto, desafios como a alta dos juros (77%), o desequilíbrio fiscal (64%) e a inflação elevada (63%) seguem como preocupações principais. O câmbio desvalorizado também preocupa 59% dos empresários, conforme a pesquisa. As incertezas domésticas, como o cenário político e econômico, afetam a confiança dos executivos e a projeção de crescimento.

O ano de 2025 será desafiador para a economia brasileira, mas muitos empresários se mantêm otimistas. A pesquisa mostrou que 92% dos executivos esperam aumento nas receitas de suas empresas, com um terço projetando crescimento de 15%.

Fontes: oglobo.globo.com/diariodorio.com/

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