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Com mais de meio século de atuação na imprensa nacional, Figueiredo marcou gerações e deixou legado literário e jornalístico reconhecido por colegas e familiares.

Foto: Reprodução/ GloboNews

Na noite deste domingo (20), o jornalista, escritor e poeta Wilson Figueiredo, conhecido como Figueiró, morreu aos 100 anos no Rio de Janeiro, de causas naturais. A família confirmou a informação e informou que ele faleceu em casa, no Leblon, Zona Sul da capital fluminense.

Natural de Castelo (ES), Figueiredo iniciou sua carreira jornalística em Belo Horizonte, convivendo com nomes históricos como Fernando Sabino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos. Ao longo da trajetória, ele escreveu, traduziu e comentou em diversos dos principais veículos do país.

Uma carreira dedicada à palavra escrita e ao pensamento crítico

Wilson atuou inicialmente na Agência Meridional e na Folha de Minas, e, mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira. A partir da década de 1950, passou por jornais como Última Hora, O Jornal, e principalmente o Jornal do Brasil, onde trabalhou por quase 50 anos como editorialista, colunista e comentarista político.

Ele também colaborou com publicações de grande circulação, como as revistas Manchete e Mundo Ilustrado, além de manter, até os 80 anos, sua contribuição profissional ativa na agência FSB Comunicação.

Obra literária e influência familiar

Além do jornalismo, Figueiredo também deixou sua marca na literatura. Ele é autor do livro de poesias “A Mecânica do Azul”, além de títulos políticos como “1964: o último ato” e “De Lula a Lula”.

Pai de quatro filhos e avô de oito netos, Figueiredo foi lembrado por um dos filhos, o engenheiro Rodrigo Figueiredo, como alguém que integrou a vida familiar e intelectual com naturalidade:

“Ele levava o debate para a mesa do jantar, sem levar os problemas do trabalho. A discussão era parte da convivência.”

Reconhecimento e despedida

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) lamentou publicamente o falecimento, destacando a contribuição de Figueiredo para o fortalecimento da democracia e da liberdade de imprensa no país.

O velório ocorrerá nesta terça-feira (22) no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O sepultamento está marcado para as 15h.

Fonte: g1.globo.com

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