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Atacante teria forçado cartão amarelo para beneficiar apostadores; Gaeco aponta crime contra casas de aposta como Betano e Galera Bet.

Bruno Henrique comemorando gol contra o Vitória pelo Campeonato Brasileiro de 2025 • Gilvan de Souza/Flamengo

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por fraude esportiva e estelionato. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) protocolou a denúncia nesta quarta-feira (11), após investigação apontar que o jogador forçou um cartão amarelo em benefício de apostadores durante jogo contra o Santos, pelo Brasileirão 2023.

Segundo o MPDFT, o atleta manipulou o evento para interferir diretamente em apostas de cota fixa. A prática configura crime conforme o artigo 200 da Lei nº 14.597/2023, que trata de fraudes em competições esportivas, além de violar a Lei nº 14.790/2023, que rege as casas de apostas.

Esquema envolveu familiares e movimentou milhares de mensagens
Durante as investigações da Polícia Federal, os agentes apreenderam o celular de Wander Nunes Pinto Júnior, irmão de Bruno Henrique. A análise revelou 3.989 mensagens trocadas no WhatsApp do jogador. A operação identificou comunicações que indicam articulações entre o atleta e outros envolvidos para influenciar diretamente os resultados.

Entre os acusados estão parentes próximos, como Ludymilla Araujo Lima (companheira de Wander) e Poliana Ester Nunes Cardoso (prima). Todos responderão por estelionato consumado e tentado contra casas como Betano, Galera Bet, Blaze e KTO.

Casas de apostas alertaram sobre irregularidades
As empresas Betano, Galera Bet e KTO alertaram as autoridades sobre movimentações suspeitas após o cartão amarelo recebido por Bruno Henrique em agosto de 2024. A partir disso, a Polícia Federal iniciou a operação Spot-Fixing, que significa manipulação de lances específicos de uma partida.

No dia 5 de novembro de 2024, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Lagoa Santa, Vespasiano e Ribeirão das Neves. A operação identificou uma rede articulada para fraudar apostas esportivas e obter vantagem econômica ilícita.

Bruno Henrique também será julgado pelo STJD
Além da esfera criminal, o jogador enfrentará acusações no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A denúncia também pode resultar em punições esportivas, como suspensão ou até banimento de competições oficiais, dependendo da gravidade e comprovação dos fatos.

Apesar das acusações, Bruno Henrique afirmou que desconhecia o caso. A declaração foi dada um dia após seu nome aparecer entre os investigados pela Polícia Federal.

Entenda as acusações feitas pelo MPDFT
O Ministério Público apresentou as seguintes denúncias formais:

  • Bruno Henrique: fraude a evento esportivo, estelionato consumado (Galera Bet) e estelionato tentado (duas vezes contra a Betano);
  • Wander Nunes Pinto Júnior: mesmas acusações do irmão;
  • Ludymilla Araujo Lima: estelionato consumado e tentado;
  • Poliana Ester Nunes Cardoso: estelionato tentado;
  • Claudinei Vitor Mosquete Bassan: estelionato consumado (quatro vezes) e tentado;
  • Rafaela Cristina Elias Bassan: estelionato consumado (duas vezes) e tentado;
  • Henrique Mosquete do Nascimento: estelionato consumado e tentado;
  • Andryl Sales Nascimento dos Reis: estelionato consumado (duas vezes) e tentado;
  • Max Evangelista Amorim: estelionato consumado (Galera Bet).

Fonte: cnnbrasil.com.br

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