Saeed Qaq/Anadolu via Getty Images
Israel intensificou sua ofensiva contra o Irã ao atingir, com drones, o maior campo de gás natural do mundo, o South Pars, e refinarias como a Fajr Jam. A ofensiva também destruiu dezenas de lançadores e armazéns de mísseis iranianos, além de instalações nucleares em cidades como Teerã, Tabriz e Isfahã. Segundo Tel Aviv, os alvos visavam conter ameaças à sua existência, especialmente ligadas ao avanço nuclear iraniano.
Irã reage com cautela, mas promete retaliação
Embora o Irã tenha disparado drones contra Israel, todas as ameaças foram interceptadas. Mesmo assim, o governo iraniano declarou que os ataques serão considerados uma declaração de guerra. Analistas internacionais acreditam que Teerã opta por uma estratégia mais contida para evitar o envolvimento direto de potências como os Estados Unidos.
Especialistas descartam Terceira Guerra Mundial
André Lajst, professor e especialista em Oriente Médio, afirmou que não existe possibilidade concreta de uma Terceira Guerra Mundial. Segundo ele, nem os EUA nem a Rússia demonstram interesse em se envolver diretamente. “O Irã não possui força bélica para enfrentar Israel e seus aliados”, destacou Lajst.
Israel busca mais que defesa: mira mudança de regime
As ações de Israel indicam que o objetivo não se limita a impedir o avanço nuclear. O governo de Benjamin Netanyahu deseja desestabilizar a República Islâmica instaurada em 1979. Discursos recentes sugerem que Israel aposta na pressão interna para derrubar o regime dos aiatolás.
Comparativo militar: Israel x Irã
Israel possui entre 90 e 400 ogivas nucleares, caças F-35 e sistemas de defesa como o Domo de Ferro. O Irã, apesar de ter milhares de mísseis, carece de tecnologia equivalente e não possui armas nucleares confirmadas. Em termos humanos, o Irã mobiliza mais de 600 mil militares ativos, contra 170 mil de Israel. Contudo, Israel tem maior poder de reação tecnológica e alianças mais fortes.
Papel dos aliados
Enquanto Israel conta com apoio estratégico dos EUA, o Irã apoia-se no Hezbollah e em milícias do Oriente Médio. Porém, especialistas afirmam que esses aliados estão enfraquecidos. Além disso, potências como Rússia e China, apesar de alinhadas politicamente ao Irã, evitam envolvimento direto no conflito.
Conclusão
O conflito entre Israel e Irã alcança novo patamar com ataques a infraestrutura energética e militar. A possibilidade de colapso do regime iraniano está no centro da estratégia israelense. Apesar da gravidade da escalada, especialistas garantem que uma guerra mundial não está no horizonte imediato.
Fontes:
metropoles.com
revistaforum.com.br
gazetadopovo.com.br