A juíza Tula Mello e o policial João Pedro Marquini — Foto: Reprodução/TV Globo
A Polícia Civil prendeu seis suspeitos e confirmou a morte de um homem durante uma operação no Morro dos Tabajaras, em Copacabana, nesta segunda-feira (17). A ação, conduzida pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), buscava capturar envolvidos no assassinato do inspetor João Pedro Marquini, morto em março deste ano.
O policial foi executado em plena luz do dia, na Serra da Grota Funda, diante de sua esposa, a juíza Tula Corrêa de Mello, do 3º Tribunal do Júri. As investigações indicam que o crime foi motivado por latrocínio, com o objetivo de roubar os carros do casal após confronto com milicianos em Santa Cruz.
Denúncia e estrutura do grupo criminoso
O Ministério Público denunciou quatro homens por envolvimento direto no assassinato e tentativa de latrocínio contra a magistrada. Outros 23 integrantes também foram denunciados por tráfico de drogas, formação de quadrilha e uso de armamento pesado.
Segundo a 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, o grupo atuava com hierarquia bem definida, empregava fuzis e explosivos e mantinha pontos de venda de entorpecentes em áreas com creches e hospitais.
As tarefas eram divididas entre “gerentes”, “entregadores por delivery”, seguranças armados e responsáveis pela logística e contabilidade. A organização também era acusada de ataques a comunidades controladas por milicianos rivais na Zona Oeste.
Morte de lideranças e impactos locais
A polícia confirmou que dois suspeitos já haviam sido mortos em confrontos anteriores. Um deles era Vinicius Kleber di Carlantonio Martins, o “Cheio de Ódio”, apontado como mandante do crime contra Marquini. O outro, Alefe Jonathan Fernandes Rodrigues, foi morto em Santa Cruz.
Durante a operação, um centro de saúde municipal suspendeu temporariamente os atendimentos devido ao intenso tiroteio. Moradores relataram medo e transtornos causados pelo confronto.
Fontes:
1.folha.uol.com.br
g1.globo.com