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Novos bombardeios atingem Tel Aviv e Haifa, enquanto G7 cobra desescalada e Irã promete retaliação após ataque a emissora.

Israel bombardeou a TV estatal do Irã, nesta segunda-feira Imagem: AFP

Na noite desta segunda-feira (16), o Irã lançou uma nova série de ataques contra Israel, utilizando mísseis e drones. Segundo a televisão estatal IRIB, esta é a nona ofensiva desde o início do conflito, na sexta-feira (13). O general Ali Mohammad Naini, da Guarda Revolucionária, declarou que os bombardeios vão “seguir sem interrupção até o amanhecer”.

Sirenes soaram em Tel Aviv, Haifa e outras regiões de Israel. As Forças de Defesa israelenses informaram que interceptaram diversos alvos aéreos, mas alguns mísseis atingiram áreas residenciais. Até o momento, não há registro de feridos.

Retaliação após ataque à TV iraniana

Os ataques intensificaram-se após Israel bombardear o edifício da emissora estatal do Irã. Durante uma transmissão ao vivo, uma explosão interrompeu a apresentação da jornalista Sahar Emami. Apesar do susto e da fumaça no estúdio, a apresentadora saiu ilesa e retornou posteriormente ao ar.

O governo iraniano classificou a ação como “um crime de guerra”. O regime prometeu retaliações sistemáticas contra alvos israelenses, mantendo a escalada das hostilidades.

Emergência e destruição em várias cidades israelenses

Explosões foram registradas em Tel Aviv, Jerusalém, Herzliya e Ibthan. Um ônibus vazio foi incendiado após impacto direto de mísseis em Herzliya. A polícia e os bombeiros israelenses confirmaram que não houve vítimas graves até agora.

Equipes de resgate continuam operando nas áreas afetadas. As Forças Armadas liberaram os moradores dos abrigos após os ataques, mas alertaram para possíveis novas ofensivas.

G7 pede desescalada, mas reafirma apoio a Israel

Líderes do G7, reunidos no Canadá, emitiram um comunicado conjunto nesta segunda-feira. O texto reconhece o direito de Israel à autodefesa, mas pede “desescalada imediata” no Oriente Médio. “O Irã nunca deve possuir uma arma nuclear”, afirmaram.

Donald Trump, presente na reunião, assinou o documento, mas deixou o encontro antes do previsto, alegando “assuntos urgentes” nos Estados Unidos.

Conflito segue e já deixa centenas de mortos

Desde o início das hostilidades, ao menos 244 pessoas morreram. O Irã registrou 224 mortes, a maioria civis, enquanto Israel confirmou 24 vítimas fatais. Os ataques continuam e a tensão cresce.

O G7 busca influenciar uma solução diplomática, mas o cenário atual aponta para um prolongamento do conflito, com novas ofensivas programadas por ambas as partes.

Fontes:
noticias.uol.com.br
g1.globo.com
cnnbrasil.com.br

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