Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Segundo a Polícia Civil, criminoso mantinha liderança mesmo fora da região e aplicava extorsões em modelo de atuação remota.

Foto: Divulgação

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam, nesta quarta-feira (16), Jeferson Damazio Luqueti, conhecido como “Kim”, acusado de chefiar a milícia que atua em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o criminoso operava a organização criminosa remotamente, após fugir para a Região dos Lagos.

A prisão foi resultado de um trabalho conjunto entre a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a 54ª DP (Belford Roxo) e a inteligência da Polícia Militar, que identificaram a localização de Kim em São Pedro da Aldeia.

Mesmo longe da base do grupo, Kim continuava a comandar extorsões violentas contra moradores e comerciantes, mantendo o controle do esquema criminoso em modelo semelhante ao “home office”.

Modelo remoto de atuação permitia comando à distância

Com medo de ser capturado, Kim deixou a Baixada Fluminense, mas, mesmo assim, não abandonou o controle das atividades ilícitas. Ele transmitia ordens e estratégias diretamente da Região dos Lagos, onde se escondia.

Durante o tempo em que atuou fora do foco das investigações, ele determinava extorsões, coordenava ações armadas e controlava rotas de cobranças ilegais. A Polícia Civil afirma que ele manteve a hierarquia da milícia ativa e operante, o que dificultava a identificação de sua localização exata.

A prisão ocorreu após ações de monitoramento e inteligência da Draco, em cooperação com setores da PM e da delegacia de Belford Roxo.

Operação visa desmantelar esquema e prender cúmplices

Na ação desta quarta-feira, os agentes cumpriram dois mandados de prisão preventiva contra Kim. A polícia também informou que as investigações seguem em curso e que outros membros da quadrilha devem ser identificados e presos nos próximos dias.

O objetivo da Polícia Civil é desmantelar toda a estrutura financeira e operacional do grupo paramilitar, que age com coerção, violência e ameaça para se manter em áreas dominadas.

Belford Roxo sofre com ação de milícias há anos

A cidade de Belford Roxo é uma das regiões mais afetadas pela ação de milicianos na Baixada Fluminense. Esses grupos impõem cobranças de taxas ilegais, vendem serviços clandestinos e limitam o direito de ir e vir de moradores.

Segundo dados de investigações recentes, a milícia chefiada por Kim cobrava taxas mensais de comerciantes, além de explorar serviços de internet, transporte alternativo e gás de cozinha. Com a prisão do líder, a expectativa é que as investigações avancem sobre o patrimônio obtido de forma ilícita.

Fonte: metropoles.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

alerj aprova projeto em primeira discussão para ampliar campanha estadual e incluir conscientização sobre perseguição contra mulheres

projeto aprovado em primeira discussão na alerj prevê certificação para empresas que abonarem faltas de trabalhadores em consultas médicas, tratamentos de saúde e atividades escolares de dependentes

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE
Presidente da Alerj é homenageado com Medalha Tiradentes e discursa em defesa das mulheres

Guilherme Delaroli destaca semana legislativa dedicada aos direitos das mulheres e reforça compromisso da Assembleia Legislativa do RJ com igualdade, proteção e oportunidades

Goleiro-Bruno-Fernandes-faz-publicidade-de-jogos-de-azar-nas-redes-sociais-e1767867382580
Defesa orienta goleiro Bruno a não se apresentar após ordem de prisão e diz que vai recorrer: “pode acabar ficando em regime fechado”

Advogada afirma que Bruno cumpre regularmente o livramento condicional e que uma apresentação imediata poderia resultar em regime mais severo “de forma irregular”. Justiça aponta viagem ao Acre sem autorização como descumprimento de regra.

IMAGENS PARA O SITE (55)
Vice-campeão, Fluminense domina seleção do Carioca 2026 e emplaca seis nomes entre os melhores

Em premiação realizada em Copacabana, a Ferj divulgou a seleção do Estadual: o Flu, mesmo sem o título, teve seis escolhidos. Campeão, o Flamengo colocou dois. Também houve prêmios individuais, artilharia e valores de premiação.