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Sete anos após incêndio que destruiu mais de 20 milhões de itens, UFRJ recebe recursos públicos e privados para restauração total do Museu Nacional e exibe exposição temporária com Meteorito Bendegó e esqueleto de baleia cachalote.

Foto: Ana Paula Jaume/ CBN
Sete anos após o incêndio que devastou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aguarda o repasse de R$ 169,6 milhões ainda em 2025 para garantir a reabertura total do espaço histórico até 2028. O incêndio, ocorrido em 2 de setembro de 2018, destruiu o prédio histórico e um acervo com mais de 20 milhões de itens, entre peças arqueológicas, fósseis, artefatos históricos e coleções científicas de relevância internacional.

O custo total estimado para a reconstrução do Museu Nacional é de R$ 500 milhões, provenientes de recursos públicos e privados. Até agora, já foram captados R$ 347,2 milhões, cerca de 67% da meta, com aportes do BNDES (R$ 100 milhões), Ministério da Educação (R$ 44,3 milhões) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (R$ 20 milhões), além de doações de empresas privadas como Vale (R$ 50 milhões), Bradesco (R$ 50 milhões), Itaú (R$ 10 milhões) e Cosan (R$ 7,3 milhões). Pessoas físicas contribuíram com R$ 68 mil, enquanto rendimentos financeiros e fundos do Instituto de Resseguros do Brasil somaram R$ 3,7 milhões.

As negociações seguem com empresas e órgãos interessados em apoiar a reconstrução, como a Petrobras, e projetos junto a ministérios continuam em andamento para captar os valores restantes e assegurar a conclusão da obra.

Exposição temporária atrai visitantes e destaca peças icônicas

Mesmo antes da reabertura total, o Museu Nacional já recebe visitantes com a exposição temporária “Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional”, aberta desde 2 de julho de 2025. Até o momento, mais de 50 mil pessoas conferiram o acervo, que inclui o Meteorito Bendegó, símbolo da resistência do Museu após o incêndio, e o esqueleto de uma baleia cachalote, o maior da espécie em exibição na América do Sul, pesando três toneladas.

Visitantes relatam emoção e expectativa ao conhecer o espaço restaurado. A costureira Lidiane Oliveira disse:

“Estou ansiosa para o Museu ficar 100% pronto. Já vim aqui várias vezes, mas quero poder entrar e explorar tudo novamente.”

Já a gerente de fábrica Luana, que visitou o local com amigas, comentou:

“É a primeira vez que venho depois do incêndio. A exposição é incrível e conhecer o prédio histórico é emocionante. Tiramos muitas fotos.”

Os ingressos para a exposição, disponíveis gratuitamente pela plataforma Sympla, se esgotam rapidamente, sendo liberados semanalmente. As visitas acontecem de terça a domingo, das 10h às 15h, com última entrada às 15h.

Obras de restauração avançam e preservam patrimônio histórico

As obras de restauração do Museu Nacional incluem:

  • 80% dos telhados refeitos;
  • 75% das fachadas restauradas;
  • Recuperação da claraboia da escadaria monumental;
  • Restauração de esculturas centenárias de mármore de Carrara;
  • Recuperação dos jardins históricos;
  • Modernização de sistemas elétricos e hidráulicos do prédio histórico;
  • Adoção de medidas de segurança e prevenção de incêndios para futuras exposições.

O projeto busca não apenas reconstruir o prédio, mas também restaurar e expandir o acervo. Desde o incêndio, o acervo já chegou a 14 mil peças, incluindo fósseis, coleções científicas, objetos históricos e réplicas de itens perdidos.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a reabertura total do Museu Nacional está prevista entre 2027 e 2028, reforçando o compromisso do governo federal com a preservação da memória cultural e científica do Brasil. A expectativa é que a instituição volte a ser referência para pesquisadores, estudantes e turistas, reunindo ciência, história e cultura em um único espaço.

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