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Três ataques a tiros registrados na noite de terça-feira (9) em pontos da orla do Rio de Janeiro deixaram pelo menos três mortos, incluindo um adolescente de 16 anos, e feridos em Guaratiba, Recreio dos Bandeirantes e na comunidade do Terreirão. A polícia investiga se os crimes têm relação entre si e se estão ligados a disputas entre facções criminosas na região.
O primeiro incidente ocorreu por volta das 22h na Praia de Guaratiba, na Zona Oeste. Três homens foram atingidos por disparos; um deles, de 23 anos, morreu no local. Os outros dois, identificados como Carlos Januário, de 18 anos, e Braian Souza, de 23 anos, sofreram ferimentos de diferentes gravidades e foram levados ao Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande. Nenhum deles tinha antecedentes criminais.
Cerca de uma hora depois, na Praia do Recreio, na Zona Sudoeste, um grupo de jovens que jogava bola próximo ao quiosque do Posto 12 foi alvo de atiradores em duas motos. Um adolescente de 16 anos morreu na hora, enquanto outro, de 15 anos, foi socorrido em estado grave pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Testemunhas afirmam que outros oito jovens estavam no local durante o ataque, que também causou danos ao quiosque.
Minutos após o ataque na praia, a menos de 500 metros de distância, Cauã Vinicius Gomes Silva, de 22 anos, foi assassinado na comunidade do Terreirão. De acordo com a polícia, ele era ex-integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) e havia migrado recentemente para o Comando Vermelho (CV). Cauã possuía registros criminais por furto e homicídio, e a Polícia Militar acredita que os ataques podem ter sido cometidos pelos mesmos autores do tiroteio no Recreio.
Equipes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram perícia nos locais e investigam a motivação dos crimes. A polícia apura a possibilidade de que os ataques estejam relacionados a disputas entre facções criminosas que atuam nas zonas Oeste e Sudoeste do Rio de Janeiro.
Os tiroteios assustaram moradores e frequentadores da orla, evidenciando a insegurança em áreas que costumam receber grande público, principalmente durante a noite. Autoridades reforçam o patrulhamento na região e alertam sobre a necessidade de denúncia de atividades suspeitas para prevenir novos incidentes.