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Em 17/10, Legislativo carioca atua contra fake news e fortalece políticas públicas para vacinar crianças e adolescentes.

Nesta sexta-feira (17/10), Dia Nacional da Vacinação, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro intensificou ações de apoio à ciência e às políticas de saúde pública. O Parlamento reforçou que a vacinação é um ato coletivo de cuidado e responsabilidade.

A fisioterapeuta Andressa Reis, mãe da pequena Helena, de 10 anos, exemplifica a importância das vacinas. Mesmo após a filha ter contraído Covid‑19 e desenvolvido a Síndrome de Kawasaki, ela não teve sequelas graves. “Vacinar é um gesto de amor que protege a mim, à minha filha e à sociedade”, destacou Andressa.

Campanha de multivacinação movimenta o município

A Secretaria Municipal de Saúde está promovendo uma campanha de multivacinação voltada para crianças e adolescentes com menos de 15 anos. A ação, que teve início em 6 de outubro, segue até o fim do mês, com o Dia D programado para sábado, 18 de outubro.

A campanha oferece as 16 vacinas previstas no calendário nacional de imunização. Mais de 500 postos estarão ativos na cidade, com atendimento das 8h às 17h. A expectativa é vacinar cerca de 300 mil crianças e atualizar milhares de cadernetas.

Além disso, a ação integra serviços voltados à saúde da mulher e outros atendimentos preventivos, promovendo um mutirão completo para diferentes públicos.

Leis da Câmara ampliam o acesso à vacinação

A Câmara do Rio aprovou importantes legislações que contribuem diretamente para ampliar a cobertura vacinal e combater a desinformação.

Entre elas, destaca-se a Lei nº 7.920/2023, de autoria do vereador Dr. Gilberto, que criou o Programa Vacina na Escola. A medida obriga escolas públicas e privadas a realizarem campanhas periódicas de vacinação e a exigir a apresentação do cartão de imunização dos alunos.

Graças à iniciativa, a cobertura da vacina pentavalente na cidade já ultrapassou 94,7 %. Caso o aluno não apresente o cartão, a escola comunica a família e envia a lista para a unidade de saúde mais próxima, a fim de garantir a imunização completa de cada estudante.

Além disso, o Projeto de Lei 314-A/2025, aprovado recentemente, institui a campanha permanente “Vacina Salva Vidas”, proposta pelo vereador Fábio Silva. A campanha visa conscientizar a população, combater fake news e fortalecer a confiança na ciência.

Combate à desinformação e novas estratégias

Durante a pandemia de Covid-19, o aumento de notícias falsas sobre vacinas provocou queda na adesão da população. Mesmo hoje, mitos continuam atrapalhando o trabalho de profissionais da saúde e ameaçam o retorno de doenças antes controladas, como o sarampo e a poliomielite.

Fábio Argenta, diretor-médico do Saúde Livre Vacinas, afirmou que é essencial manter uma campanha de educação continuada sobre imunização. Para ele, a vacinação deve ser facilitada e levada até os locais onde as crianças estão.

Entre suas propostas, estão: integração digital dos dados de vacinação com registros escolares, uso da gamificação em escolas, monitoramento público da cobertura por bairro, formação de multiplicadores e parcerias com artistas locais e influenciadores digitais.

Panorama vacinal da cidade em 2025

De acordo com o Observatório Epidemiológico do Rio (EpiRio), em 2025 já foram aplicadas 2.096.780 doses da vacina contra a Influenza no município. As gestantes lideram a cobertura, com 60,87%, seguidas por idosos (54,04%), grupos prioritários (48,92%) e crianças (32,61%).

Em relação à Covid-19, a cidade do Rio alcançou um total de 21.666.940 pessoas vacinadas. A maior adesão à dose bivalente ocorreu entre adultos de 50 a 59 anos (258.236 vacinados) e de 40 a 49 anos (248.102).

Além disso, 14 das 16 vacinas do calendário infantil apresentaram aumento na cobertura em todo o estado do Rio de Janeiro. O número de municípios fluminenses com taxa vacinal acima de 95 % também subiu, o que demonstra um avanço significativo na imunização da população.

Desafios e perspectivas

Apesar dos resultados positivos, os dados mostram que a cobertura vacinal infantil ainda permanece abaixo do ideal em algumas faixas etárias. Assim, torna-se indispensável fortalecer o Programa Nacional de Imunizações (PNI), combater a desinformação com dados confiáveis e ampliar campanhas de conscientização.

Investir em transparência, tecnologia e inclusão digital pode aproximar a população das vacinas. Levar informação às escolas, redes sociais e espaços públicos fortalece o vínculo entre ciência, sociedade e saúde pública.

Fontes: camara.rio/

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