Foto: Reprodução/ GloboNews
Um deslizamento de terra destruiu a casa de uma moradora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após forte temporal. Além disso, a família perdeu todos os pertences.
Thuani Aprígio morava no bairro Carmari, o mais atingido pela chuva. Segundo a prefeitura, choveu 74 milímetros em apenas uma hora.
Além disso, o solo já estava encharcado por temporais anteriores. Em fevereiro, o volume acumulado chegou a quatro vezes o esperado.
Fuga em meio ao desespero
Durante a chuva, Thuani retirou os dois filhos e uma pasta com documentos. No entanto, a encosta atrás da residência cedeu rapidamente.
“Foi desesperador. Ficamos sem reação”, relatou a moradora. Em seguida, ela viu a árvore deslizar junto com a terra.
Quando a família retornou, a estrutura já havia sido destruída. A casa foi completamente esmagada pela força do deslizamento.
“A casa ficou igual uma lata de sardinha”, afirmou Thuani. Consequentemente, móveis e eletrodomésticos foram perdidos.
Abrigo improvisado e risco contínuo
Atualmente, Thuani vive com os filhos e a mãe em dois cômodos cedidos por um vizinho. Enquanto isso, a casa da mãe foi interditada.
A interdição foi determinada pela Defesa Civil devido ao risco de novos deslizamentos. Portanto, a família decidiu deixar o local.
“Pela nossa vida, é melhor sairmos”, declarou a moradora. Ainda assim, ela contabiliza prejuízos e tenta reorganizar a rotina.
Cidade em estágio máximo de alerta
A prefeitura informou que não houve mortes, feridos ou desabrigados oficialmente registrados. Entretanto, o município decretou situação de emergência.
A cidade entrou em estágio 5 de gravidade, em escala que vai até 6. Além disso, a Defesa Civil registrou 49 ocorrências.
No sábado, uma galeria pluvial transbordou e inundou corredores do Hospital Geral de Nova Iguaçu. Imagens da água invadindo a unidade circularam nas redes sociais.
Equipes municipais seguem monitorando áreas de risco. Enquanto isso, moradores cobram ações preventivas e contenção de encostas.
As causas estruturais dos deslizamentos ainda são avaliadas por técnicos. Porém, o excesso de chuva agravou a instabilidade do solo.