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A Justiça do Rio de Janeiro considera foragido o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, crime que chocou o país em 2010.
A Vara de Execuções Penais expediu um mandado de prisão em 5 de março. A decisão ocorreu após o tribunal entender que o ex-jogador descumpriu condições da liberdade condicional.
Além disso, o Tribunal de Justiça informou que Bruno não se apresentou para cumprir a determinação de retorno ao regime semiaberto.
Consequentemente, a Justiça revogou o benefício concedido ao ex-atleta e determinou sua volta ao cumprimento da pena no regime estabelecido.
Viagem sem autorização motivou decisão judicial
Segundo a decisão judicial, Bruno viajou para o estado do Acre no dia 15 de fevereiro. Ele pretendia atuar pelo clube Vasco-AC.
No entanto, a Justiça havia proibido o ex-goleiro de deixar o estado do Rio de Janeiro durante o período da liberdade condicional.
Diante disso, o tribunal concluiu que o ex-atleta descumpriu uma das principais regras impostas pela decisão judicial.
Assim, o benefício foi revogado e o retorno ao regime semiaberto foi determinado.
Caso Eliza Samudio marcou o futebol brasileiro
Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, sua ex-namorada.
Posteriormente, a Justiça o condenou em 2013 a mais de 22 anos de prisão. A sentença incluiu crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
As investigações apontaram que Eliza foi morta após cobrar o reconhecimento da paternidade de seu filho, Bruninho Samudio.
Atualmente, Bruninho atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo, seguindo carreira no futebol.
Inicialmente, Bruno cumpriu pena em regime fechado entre 2010 e 2019. Em seguida, a Justiça autorizou sua progressão para o regime semiaberto.
Posteriormente, em 2023, ele recebeu o benefício da liberdade condicional.
Defesa contesta decisão e prepara recurso
A defesa do ex-goleiro contestou a decisão judicial. A advogada Mariana Migliorini afirmou que orientou Bruno a não se apresentar neste momento.
Segundo a advogada, a equipe jurídica pretende recorrer antes de qualquer apresentação à Justiça.
“Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto”, afirmou a defesa.
Além disso, a advogada afirmou que o ex-atleta vinha cumprindo regularmente as exigências impostas pela Justiça.
De acordo com a defesa, Bruno compareceu ao patronato sempre que foi solicitado. Ele também assinou os registros obrigatórios e manteve o endereço atualizado.
Portanto, os advogados defendem que o ex-jogador seguiu as condições estabelecidas desde a concessão da liberdade condicional.