Reprodução/Rede Social
Um confronto entre criminosos nas comunidades da Tinta e do Dourado, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, deixou cinco pessoas mortas na madrugada deste sábado (11). A disputa entre facções rivais assustou moradores, provocou relatos de tiros na região e levou ao reforço do policiamento. Pela manhã, ônibus foram usados como barricadas para bloquear a Rua Cordovil.
Segundo relatos de testemunhas, o confronto teria começado após criminosos ligados ao Comando Vermelho tentarem invadir uma área dominada pelo Terceiro Comando Puro. A Polícia Civil confirmou que investiga as mortes de cinco pessoas, ainda não identificadas oficialmente até a última atualização.
Ônibus foram usados como barricadas em Cordovil
Durante a manhã, moradores relataram que criminosos utilizaram ônibus para bloquear a Rua Cordovil, uma das vias de circulação da região. Segundo publicações nas redes sociais, um grupo de motociclistas teria abordado um coletivo, retirado as chaves do veículo e obrigado os passageiros a desembarcarem.
A via chegou a ser interditada por causa da situação. A Polícia Militar informou que equipes do 16º BPM, de Olaria, foram acionadas para verificar relatos de confronto entre criminosos de facções rivais.
O policiamento foi reforçado com equipes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões, o Recom, e permaneceu intensificado na área.
Disputa envolve comunidades da Tinta e do Dourado
A violência ocorreu nas comunidades da Tinta e do Dourado, em Cordovil. Testemunhas afirmam que o tiroteio teria relação com uma tentativa de invasão territorial por parte de criminosos ligados ao Comando Vermelho.
A área, segundo moradores, seria dominada pelo Terceiro Comando Puro, facção associada ao grupo chefiado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.
A Polícia Civil ainda apura a dinâmica do confronto, a identificação das vítimas e a participação dos envolvidos. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre a identidade dos mortos.
Moradores relatam medo e circulação prejudicada
A madrugada e a manhã deste sábado foram de tensão para moradores de Cordovil. Relatos nas redes sociais apontam barulho de tiros, movimentação de criminosos armados e dificuldade de circulação em algumas áreas do bairro.
A utilização de ônibus como barricadas aumentou a sensação de insegurança e prejudicou quem precisava passar pela região. Passageiros teriam sido obrigados a descer de um coletivo antes que o veículo fosse usado para bloquear a rua.
A situação também mobilizou equipes policiais para tentar restabelecer a circulação e evitar novos confrontos.
Polícia Civil investiga cinco mortes
A Polícia Civil informou que investiga a morte de cinco pessoas em Cordovil. As vítimas ainda não tinham sido identificadas oficialmente até a última atualização.
Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias das mortes, confirmar a dinâmica do confronto e verificar se todas as vítimas tinham ou não envolvimento com atividades criminosas.
Moradores relataram que uma das vítimas seria uma mulher autista e que o corpo teria sido deixado em um valão. Essa informação ainda depende de confirmação oficial pelas autoridades.
PM reforça policiamento na região
A Polícia Militar informou que equipes do 16º BPM estiveram na localidade para verificar informações sobre confrontos entre criminosos de facções rivais.
Por causa da gravidade da situação, o policiamento foi reforçado em Cordovil. Além do 16º BPM, equipes especializadas também foram deslocadas para a região.
A ocorrência seguia em andamento, e a orientação para moradores era evitar áreas de risco e acompanhar informações oficiais sobre a circulação nas vias.
Violência em Cordovil expõe disputa territorial
O confronto em Cordovil reforça a gravidade da disputa territorial entre facções criminosas no Rio de Janeiro. Em áreas dominadas por grupos armados, moradores ficam expostos a tiroteios, barricadas, fechamento de ruas e interrupção de serviços.
A disputa entre Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro tem impacto direto na rotina de bairros da Zona Norte, especialmente em regiões com comunidades próximas a vias importantes, transporte público e áreas residenciais.
A presença de barricadas feitas com ônibus também mostra como a violência afeta diretamente trabalhadores, passageiros e moradores que dependem do transporte público.
Seis corpos foram levados à UPA de Magalhães Bastos
Além do caso em Cordovil, a Polícia Civil também investiga a chegada de seis corpos à UPA de Magalhães Bastos, na Zona Oeste do Rio, na sexta-feira (10). As circunstâncias das mortes ainda não foram confirmadas.
De acordo com a investigação, cinco vítimas já foram identificadas: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal para exames de necropsia. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
PM diz que operação havia sido encerrada
Sobre o caso em Magalhães Bastos, a Polícia Militar informou que a operação realizada nas comunidades do Jardim Novo, Teixeiras e Santa Maria foi encerrada no fim da tarde de quinta-feira (9), permanecendo apenas o cerco policial na região.
Ainda segundo a corporação, o comando do 14º BPM afirmou que a unidade não foi acionada sobre a localização de corpos ou feridos na área do Jardim Novo. Posteriormente, a PM informou ter tomado conhecimento de que seis corpos haviam sido encontrados por moradores e levados para uma unidade de saúde próxima.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias das mortes.
Casos aumentam pressão sobre segurança pública no Rio
As mortes em Cordovil e Magalhães Bastos ocorrem em meio a um cenário de forte tensão em diferentes áreas do Rio de Janeiro. A disputa entre facções, o uso de barricadas, o fechamento de vias e a circulação de criminosos armados afetam diretamente a rotina da população.
Em Cordovil, moradores tiveram a madrugada marcada por confronto e medo. Já em Magalhães Bastos, a chegada de seis corpos a uma unidade de saúde mobilizou a Delegacia de Homicídios.
As investigações devem esclarecer se os casos têm relação direta com disputas territoriais, operações policiais ou outros conflitos criminosos.