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Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, lotado no 21º BPM, foi atingido por diversos disparos na Rua Mirataia. Crime aconteceu em frente ao condomínio onde o militar morava e é investigado pela Delegacia de Homicídios.

O 3º sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro foi morto a tiros na madrugada deste domingo (12), ao chegar em casa no Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. O crime aconteceu na Rua Mirataia, em frente ao condomínio onde o militar morava, e é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Segundo as primeiras informações, Yuri estava dentro do carro, na entrada do condomínio, quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. A dupla se aproximou do veículo e efetuou diversos disparos antes de fugir. Nenhum pertence do policial teria sido levado.

Crime aconteceu na Rua Mirataia

A execução ocorreu na Rua Mirataia, uma via residencial do Pechincha, em Jacarepaguá. O sargento chegava ao condomínio onde morava quando foi atacado.

De acordo com relatos iniciais, o carro do policial estava próximo à cancela de entrada quando os criminosos se aproximaram em uma moto. O garupa teria feito os disparos contra o veículo.

A região abriga condomínios residenciais e também serve como rota de acesso para áreas próximas à Cidade de Deus, pela Estrada Miguel Salazar Mendes de Moraes.

Policial era lotado no 21º BPM

Yuri Luiz Desiderati Ribeiro era lotado no 21º BPM, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Após o crime, equipes do 18º BPM, de Jacarepaguá, foram acionadas para a ocorrência.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o sargento já sem vida dentro do veículo. O carro apresentava várias marcas de disparos de arma de fogo.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Ataque teve características de emboscada

A principal linha de apuração considera que o sargento foi alvo de uma emboscada. A forma como os criminosos se aproximaram, a quantidade de disparos e o fato de nada ter sido levado reforçam a hipótese de execução.

A polícia deve buscar imagens de câmeras de segurança do condomínio, de imóveis próximos e de vias da região para tentar identificar a motocicleta usada no crime e a rota de fuga dos suspeitos.

Testemunhas também devem ser ouvidas para ajudar a esclarecer a dinâmica do ataque.

Delegacia de Homicídios investiga o caso

A Delegacia de Homicídios da Capital realizou a perícia no local e assumiu as investigações. Os agentes devem apurar quem ordenou e quem executou o ataque contra o policial militar.

Entre os pontos que serão analisados estão a rotina da vítima, possíveis ameaças anteriores, a atuação profissional do sargento, registros de ocorrências e eventuais conflitos que possam ter relação com o crime.

Até a última atualização, não havia informação sobre a identificação ou prisão dos autores dos disparos.

Militar havia sido preso em 2023

Yuri Luiz Desiderati Ribeiro já havia sido preso em outubro de 2023 durante uma operação policial na Avenida Brasil, na altura do Complexo da Maré.

Foto: Divulgação/Rogério Santana

Na ocasião, segundo investigações divulgadas à época, ele foi flagrado em um caminhão que transportava grande quantidade de cocaína. O caso teve repercussão porque o militar era lotado no 21º BPM e teria sido apontado por investigadores como ligado a integrantes da cúpula do Comando Vermelho.

Esse histórico deverá ser analisado pela Delegacia de Homicídios dentro do conjunto de possibilidades investigativas, mas ainda não há confirmação oficial de que o assassinato tenha relação direta com o caso anterior.

Violência contra agentes de segurança preocupa

A morte do sargento Yuri Luiz Desiderati Ribeiro amplia a preocupação com a violência armada contra agentes de segurança no Rio de Janeiro. Levantamentos de monitoramento da violência indicam que dezenas de policiais militares já foram baleados no estado em 2026.

Parte dos ataques ocorre durante serviço, operações e confrontos. Outros casos acontecem fora do expediente, quando agentes são reconhecidos, abordados ou vítimas de emboscadas.

A morte de um policial ao chegar em casa reforça o alerta para os riscos enfrentados por integrantes das forças de segurança, inclusive em momentos fora da atividade operacional.

Pechincha teve madrugada de tensão

Moradores da Rua Mirataia e de condomínios próximos foram surpreendidos pelos disparos durante a madrugada. A região, predominantemente residencial, costuma ter circulação de moradores, veículos particulares e acesso a áreas de Jacarepaguá.

Após o crime, equipes da Polícia Militar permaneceram no local para preservar a cena e aguardar os trabalhos da perícia. A movimentação chamou atenção de moradores da região.

A investigação deve verificar se os criminosos já monitoravam a rotina do sargento ou se acompanharam o veículo até a entrada do condomínio.

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