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Um homem morto durante um confronto com policiais civis em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, acumulava 27 passagens policiais, principalmente por roubo. Segundo a Polícia Civil, Luis Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, era apontado como um dos chefes de uma organização criminosa especializada em assaltos recorrentes na região.
A polícia também investigava a participação de Luis Fernando na tentativa de latrocínio contra a arqueóloga Tania Andrade Lima, de 80 anos. A pesquisadora sofreu um disparo durante uma abordagem criminosa no Leblon, na semana anterior ao confronto.
O episódio que terminou com a morte do suspeito aconteceu nesta quarta-feira (21), nas proximidades de um dos acessos ao Morro Santa Marta, em Botafogo. De acordo com a corporação, os agentes localizaram o homem dentro de um carro relacionado à investigação do ataque à arqueóloga.
Durante a abordagem, segundo a versão inicial da Polícia Civil, Luis Fernando reagiu à ação policial, avançou com o veículo contra outra equipe e efetuou um disparo. Os agentes revidaram, atingiram o suspeito e constataram sua morte.
A corporação informou que as circunstâncias do confronto passarão por investigação. Além disso, os policiais deverão realizar perícias e cumprir os demais procedimentos legais para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Polícia investigava suspeito por tentativa de latrocínio no Leblon
Agentes da 14ª DP (Leblon) identificaram Luis Fernando durante as diligências sobre o ataque contra Tania Andrade Lima. Segundo a investigação, ele figurava entre os envolvidos na tentativa de latrocínio que deixou a arqueóloga baleada.
O latrocínio ocorre quando um criminoso pratica roubo com resultado de morte. Já a tentativa de latrocínio envolve uma ação que, segundo a apuração, buscava consumar esse tipo de crime, mas não alcançou o resultado pretendido.
No caso da arqueóloga, a Polícia Civil apura as circunstâncias do ataque e a participação dos suspeitos. A identificação de Luis Fernando representou uma linha de investigação para esclarecer a ocorrência e possíveis conexões com outros roubos na Zona Sul.
Além disso, a polícia relaciona o suspeito a uma organização criminosa que, segundo a corporação, praticava assaltos de forma recorrente. Entretanto, as informações divulgadas não detalham todos os crimes atribuídos ao grupo nem esclarecem a participação individual de cada integrante.
Suspeito tinha 27 passagens policiais, segundo a corporação
De acordo com a Polícia Civil, Luis Fernando acumulava 27 passagens policiais, principalmente por roubo. Esse histórico integra as informações divulgadas pela corporação sobre o homem investigado por participação em crimes na Zona Sul.
No entanto, o número de passagens policiais não equivale, necessariamente, a 27 condenações judiciais. Para determinar a situação criminal de uma pessoa, é preciso distinguir registros policiais, investigações, processos e eventuais decisões da Justiça.
A polícia apontava Luis Fernando como uma das lideranças da quadrilha investigada. Ainda assim, a extensão de sua atuação no grupo e a possível relação com outros episódios dependem das evidências reunidas pelas autoridades.
Confronto aconteceu perto do Morro Santa Marta
A equipe policial encontrou Luis Fernando em um veículo que, segundo os investigadores, estava relacionado ao ataque contra Tania Andrade Lima. A abordagem aconteceu nas proximidades de um dos acessos ao Morro Santa Marta, em Botafogo.
Conforme a versão inicial da corporação, o suspeito reagiu à tentativa de abordagem e lançou o carro contra outra equipe. Em seguida, ele teria disparado contra os agentes, que responderam à agressão.
O confronto terminou com Luis Fernando baleado e morto no local. A Polícia Civil informou que realizará perícias e outros procedimentos legais para esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Uma mulher que também estava no veículo sofreu ferimentos provocados por estilhaços. Após o episódio, equipes de atendimento a encaminharam para um hospital.
Até a última atualização das informações divulgadas, as autoridades não haviam informado o estado de saúde da mulher. Também não foram apresentados detalhes adicionais sobre sua relação com o suspeito ou com a investigação.
Interdição provocou retenções no trânsito de Botafogo
A ocorrência também afetou a circulação de veículos na região. Por causa da operação policial, uma faixa da Rua São Clemente ficou interditada na altura da Rua da Matriz.
Segundo o Centro de Operações Rio, o trânsito apresentou retenções desde a Rua Muniz Barreto. A interdição ocorreu durante os procedimentos policiais relacionados ao confronto.
A movimentação das equipes e a necessidade de preservar a área podem exigir medidas temporárias de organização do tráfego em ocorrências desse tipo. No caso de Botafogo, porém, as informações disponíveis não detalham o horário de liberação completa da via.
Polícia deve esclarecer circunstâncias da morte
A Polícia Civil informou que investigará as circunstâncias do confronto e realizará os procedimentos periciais necessários. Essas medidas devem ajudar a reconstruir a dinâmica da abordagem e verificar as versões apresentadas sobre o uso de armas de fogo.
Paralelamente, a investigação sobre o ataque à arqueóloga busca esclarecer a participação dos suspeitos e a possível conexão com outros roubos na Zona Sul.
Até que as apurações avancem, as acusações contra Luis Fernando devem permanecer atribuídas à Polícia Civil. Da mesma forma, a dinâmica do confronto depende da análise das provas e dos resultados das perícias.