Foto: Reprodução/ TV Globo
A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (22), uma operação em uma clínica de estética no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os agentes investigam suspeitas de procedimentos invasivos irregulares e possíveis lesões sofridas por pacientes após atendimentos no estabelecimento.
Segundo a 52ª DP (Nova Iguaçu), profissionais realizariam procedimentos que exigem habilitação específica em saúde dentro de um prédio comercial. Além disso, denúncias de pacientes levaram os investigadores a aprofundar as apurações sobre as atividades da clínica.
Durante a operação, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no estabelecimento e na residência da proprietária, identificada como Camila Nunes Pereira Marinho. Na casa dela, os agentes encontraram caixas de medicamentos, ampolas e seringas.
Agora, os investigadores devem encaminhar os materiais apreendidos para perícia. A análise poderá ajudar a esclarecer quais substâncias a clínica mantinha no local e se os produtos têm relação com os procedimentos investigados.
Denúncias de pacientes motivaram investigação
A investigação começou após pacientes relatarem complicações decorrentes de procedimentos realizados na clínica. De acordo com as informações divulgadas, a Polícia Civil também recebeu denúncias de outras mulheres.
Diante desses relatos, os investigadores passaram a apurar as circunstâncias dos atendimentos e a natureza dos procedimentos oferecidos. Além disso, a polícia busca esclarecer se pessoas sem a qualificação necessária realizavam intervenções que exigem formação específica.
O caso chama a atenção para os riscos de procedimentos estéticos invasivos realizados fora das condições profissionais adequadas. Entretanto, as autoridades ainda precisam esclarecer a extensão das possíveis irregularidades e a responsabilidade de cada envolvido.
Paciente relata complicações após procedimento chamado “hidrolift”
Uma das pacientes ouvidas no contexto da investigação relatou ter realizado um procedimento chamado “hidrolift” na clínica. Segundo ela, a técnica consistiria na introdução de uma cânula para retirar gordura do abdômen e aplicá-la nos glúteos.
Após a intervenção, a mulher afirmou que sofreu complicações. Em seguida, ela passou por exame de corpo de delito, que constatou uma lesão corporal, conforme as informações divulgadas sobre o caso.
O resultado do exame acrescenta um elemento importante à investigação, pois documenta uma lesão relatada pela paciente. No entanto, a apuração ainda precisa esclarecer o mecanismo da lesão e sua relação com o procedimento realizado.
Além disso, os investigadores devem reunir os depoimentos das pacientes, os resultados das perícias e os demais elementos encontrados durante as buscas. Dessa forma, a Polícia Civil poderá avaliar as circunstâncias dos atendimentos e identificar eventuais responsabilidades.
Polícia apreende medicamentos, ampolas e seringas
Durante as diligências na residência da proprietária, os agentes localizaram caixas de medicamentos, ampolas e seringas. Agora, a perícia deverá examinar os materiais para identificar as substâncias e avaliar sua possível relevância para o caso.
A apreensão, por si só, não comprova a prática de uma infração. Por isso, os investigadores precisam verificar a procedência dos produtos, suas condições de armazenamento e sua eventual utilização nos procedimentos denunciados.
Paralelamente, os policiais devem analisar as informações reunidas sobre os atendimentos e confrontá-las com os relatos das pacientes. Esse trabalho poderá ajudar a esclarecer se a clínica adotava práticas incompatíveis com as exigências profissionais e sanitárias aplicáveis.
Defesa da proprietária ainda não havia se manifestado
Até a última atualização da reportagem original, a TV Globo tentava contato com a defesa de Camila Nunes Pereira Marinho. Portanto, não havia posicionamento da defesa informado naquele momento.
A investigação continua dependente da análise das evidências e dos depoimentos reunidos pela Polícia Civil. Além disso, eventuais conclusões sobre responsabilidades individuais devem considerar os resultados da apuração e o direito de defesa.
O caso também reforça a importância de verificar a habilitação dos profissionais antes de realizar procedimentos estéticos invasivos. Afinal, intervenções que envolvem cânulas, medicamentos ou manipulação de tecidos exigem avaliação criteriosa dos riscos e das condições de segurança.
As autoridades ainda precisam esclarecer quais procedimentos a clínica realizava, quais profissionais participavam dos atendimentos e se houve outras vítimas. Até a divulgação de novas informações oficiais, as suspeitas devem permanecer tratadas como objeto de investigação.