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Proposta pretende separar Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá da atual Zona Oeste para reestruturar distribuição orçamentária e redefinir políticas públicas.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deve votar, nos próximos dias, um projeto de lei que propõe a criação da Zona Sudoeste. A nova zona administrativa incluiria bairros como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Vargem Grande, Grumari e Rio das Pedras, todos atualmente pertencentes à ampla e desigual Zona Oeste da cidade.

Nova zona, novas prioridades

Com a aprovação da medida, a cidade ganharia uma nova divisão geográfica, cujo principal objetivo seria tornar a distribuição de recursos mais equilibrada. A Zona Oeste representa metade do território do Rio e abriga quase 25% da população. Contudo, sua estrutura administrativa é tratada de forma uniforme, o que prejudica áreas que já operam com dinâmicas urbanas distintas.

Os defensores da proposta afirmam que Barra, Recreio e Jacarepaguá enfrentam desafios diferentes do restante da Zona Oeste. A nova zona permitiria, portanto, que políticas públicas mais específicas fossem desenhadas para essa região.

Histórico de insatisfação e tentativa de separação

Embora o projeto atual não proponha emancipação, ele reativa uma discussão que se arrasta há décadas. Em 1988, um plebiscito consultou a população da Barra da Tijuca sobre a possibilidade de transformar o bairro em município. Na ocasião, o “sim” venceu com folga, mas a baixa participação — apenas 12% do eleitorado — invalidou a iniciativa.

Antes disso, em 1987, um abaixo-assinado pressionou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a discutir o desmembramento da Barra. O movimento ganhou força por conta da degradação urbana da região. Segundo relatos da época, faltava infraestrutura básica: ruas sem asfalto, esgoto a céu aberto e praias poluídas eram problemas constantes.

Barra nunca se identificou com a Zona Oeste

Para muitos moradores, a Barra da Tijuca nunca se encaixou socioculturalmente na Zona Oeste. A região passou por um processo acelerado de urbanização, incorporando condomínios planejados, comércio sofisticado e uma malha viária diferenciada. Mesmo assim, continuou submetida ao mesmo modelo de gestão que bairros com realidades socioeconômicas opostas.

Criação pode alterar planejamento urbano

A formalização da Zona Sudoeste impactaria o planejamento urbano da capital fluminense. Recursos para saúde, transporte, segurança e educação poderiam ser redirecionados com base nas necessidades específicas da nova zona. Embora o projeto ainda não tenha sido votado, a discussão já provoca reações intensas em diferentes setores da sociedade.

Fontes: oglobo.globo.com/diariodorio.com

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