Pesquisar
ALERJ - Transforma sua vida

Estudo técnico da Coppe/UFRJ avalia viabilidade de linha que ligará São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Centro do Rio. Projeção pode impactar dois milhões de pessoas.

A nova linha metroviária deverá conectar os municípios de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e a capital fluminenseDivulgação / Coppe-UFRJ
A mobilidade urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro pode finalmente passar por uma revolução estrutural. A Coppe/UFRJ iniciou oficialmente, nesta semana, os estudos técnicos para a futura Linha 3 do Metrô, projeto que pretende interligar os municípios de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e a capital fluminense. O lançamento do projeto aconteceu na terça-feira (4), na Ilha do Fundão, reunindo autoridades de todas as esferas e especialistas em transporte público.

Com financiamento de R$ 26 milhões oriundos de emendas parlamentares, o estudo será realizado ao longo de 30 meses. A Coppe recebeu a primeira parcela dos recursos, que serão distribuídos em três etapas. A proposta visa construir uma base técnica sólida que permita decisões estratégicas quanto ao traçado, viabilidade econômica e impacto social da linha.

Projeto estratégico mira legado para o futuro

Coordenado pelo professor Rômulo Orrico, do Programa de Engenharia de Transportes (PET), o PRISMA-RJ — Projeto de Integração, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Mobilidade — revisará ao menos oito traçados anteriores. Um deles remonta à década de 1960, quando Negrão de Lima ainda governava a antiga Guanabara. Orrico garante, no entanto, que o foco está em oferecer as melhores análises técnicas, independentemente do histórico.

Segundo Orrico, a ligação Niterói–São Gonçalo já é a segunda maior conexão intermunicipal do país, atrás apenas de São Paulo–Guarulhos. Ele aponta ainda a transformação de cidades como Duque de Caxias, que deixou de ser dormitório e se tornou polo econômico, como elemento crucial para definir o novo traçado.

“A cidade é viva e complexa. Precisamos entender sua dinâmica atual, respeitando seus desafios e oferecendo soluções realistas”, destacou Orrico.

População será envolvida no processo de coleta de dados

Uma equipe multidisciplinar, formada por engenheiros de produção, matemáticos e especialistas em sistemas e computação, se unirá para realizar modelagens, simulações e análises de impacto. A população, segundo os coordenadores, será peça-chave no fornecimento de dados, permitindo uma leitura mais precisa da realidade metropolitana.

A diretora da Coppe, Suzana Kahn, afirmou que a instituição continuará sendo referência na formulação de políticas públicas baseadas em ciência. “Nosso papel é fornecer conhecimento técnico confiável para decisões que afetem positivamente milhões de vidas”, disse.

Histórico de promessas e entraves

O projeto da Linha 3 é discutido desde 1968. Estudos do BNDES, realizados em 2000, apontavam a viabilidade de uma ligação subterrânea entre a Estação Carioca, no Centro, e Guaxindiba, em São Gonçalo, com capacidade para 750 mil passageiros/dia. Entretanto, irregularidades em contratos e mudanças de governo interromperam sucessivas tentativas de implantação.

A proposta de 2013 previa um monotrilho de 21 km com 14 estações, incluindo um túnel subaquático sob a Baía de Guanabara. O custo estimado era de US$ 2,57 bilhões. Mesmo com recursos anunciados, a obra não saiu do papel. Agora, com novo aporte e estudos coordenados pela UFRJ, autoridades locais esperam finalmente tirar o plano do papel.

Fontes:
cidadedeniteroi.com
odia.ig.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Projetos sobre TEA, cidades-irmãs e proteção às mulheres avançam na Câmara do Rio e seguem para nova etapa

Jornalista consagra trajetória marcante no reality e supera adversários com mais de 75% dos votos na grande final.

Últimas notícias
IMAGENS PARA O SITE (1)
Agora é lei: Policiais e bombeiros com familiares doentes poderão solicitar nova lotação em unidade de trabalho

Medida sancionada no Rio permite mudança de lotação para agentes de segurança que cuidam de dependentes com doenças graves

IMAGENS PARA O SITE (3)
Agora é Lei: Campanha “banco vermelho” no combate à violência contra a mulher será criada no Rio

Estado do Rio cria ação simbólica e educativa com bancos vermelhos para conscientizar sobre violência contra a mulher

IMAGENS PARA O SITE (2)
Agora é lei: Crime de stalking será incluído em campanha de conscientização contra violência à mulher

Nova lei amplia conscientização sobre stalking no Rio e reforça combate à violência psicológica contra mulheres