Foto: Programa Linha Verde
Uma denúncia feita ao programa Linha Verde resultou na apreensão de 44 carretéis de linha chilena durante um festival de pipas em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio. A fiscalização aconteceu neste domingo (12), no Parque Arruda, e foi realizada por equipes do Grupamento de Policiamento Ambiental da Polícia Militar.
Segundo as informações da ocorrência, os agentes foram até o local após receberem a denúncia de que o material cortante estaria sendo comercializado durante o evento. Após autorização para entrar no espaço, os policiais realizaram a vistoria, encontraram os carretéis e encaminharam o material para a 125ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado.
Material foi encontrado durante festival de pipas
A ação ocorreu em meio a um festival de pipas realizado no Parque Arruda. De acordo com a denúncia, havia suspeita de venda de linha chilena no local, material proibido e conhecido pelo alto poder de corte.
Durante a fiscalização, os policiais do Grupamento de Policiamento Ambiental localizaram os 44 carretéis. Todo o material foi apreendido.
A ocorrência chamou atenção por acontecer em um período de maior circulação de crianças, adolescentes e famílias em atividades ao ar livre, especialmente durante as férias escolares, quando a prática de empinar pipas costuma aumentar.
Linha chilena oferece alto risco de acidentes
A linha chilena é considerada mais perigosa do que o cerol tradicional. Ela costuma ser produzida com materiais abrasivos, como quartzo moído, o que aumenta o poder de corte da linha.
Esse tipo de material representa risco grave para motociclistas, ciclistas, pedestres, crianças e até animais. Em contato com o corpo, especialmente em alta velocidade, a linha pode causar ferimentos profundos e acidentes graves.
Por isso, autoridades reforçam que a brincadeira com pipas deve ser feita com linha comum, em locais seguros e longe de vias movimentadas, redes elétricas e áreas com grande circulação de pessoas.
Caso foi registrado na 125ª DP
Após a apreensão, os 44 carretéis de linha chilena foram encaminhados para a 125ª DP, em São Pedro da Aldeia. A delegacia ficará responsável pelo registro da ocorrência e pelas medidas cabíveis.
A investigação deve apurar quem comercializava o material, como os carretéis chegaram ao evento e se havia outras pessoas envolvidas na venda ou distribuição da linha chilena.
A comercialização e o uso de linhas cortantes podem gerar responsabilização, principalmente quando colocam em risco a vida e a integridade física de terceiros.
Denúncia ao Linha Verde levou à fiscalização
A apreensão reforça a importância das denúncias anônimas no combate à venda e ao uso de linha chilena e cerol. Neste caso, a informação repassada ao programa Linha Verde levou diretamente à fiscalização no festival de pipas.
O Linha Verde recebe denúncias sobre crimes ambientais e práticas que oferecem risco à população. No caso das linhas cortantes, as informações podem envolver locais de fabricação, armazenamento, venda ou uso frequente.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177, também com atendimento por WhatsApp anonimizado, sem identificação do denunciante.
Campanha alerta para o perigo da linha chilena
No início de julho, o programa lançou a campanha “Perigo no Ar, Linha Chilena Não”, com foco na conscientização sobre os riscos do uso de materiais cortantes em linhas de pipa.
A campanha foi criada especialmente para o período de férias escolares, quando aumenta o número de pessoas empinando pipas em ruas, praças, campos e áreas abertas.
O objetivo é alertar pais, responsáveis, crianças e adolescentes de que a linha chilena não é uma brincadeira inofensiva. O material pode provocar acidentes graves e até mortes.
Estado já recebeu centenas de denúncias
O número de denúncias envolvendo cerol e linha chilena no estado do Rio chama atenção. Segundo o programa Linha Verde, até a última sexta-feira (10), já haviam sido registradas 470 denúncias relacionadas à fabricação, comercialização e uso desses materiais em diferentes municípios.
Os dados mostram que, apesar das campanhas de conscientização, a venda e o uso de linhas cortantes ainda ocorrem em várias regiões.
A fiscalização depende tanto da atuação das forças de segurança quanto da colaboração da população por meio de denúncias.
Férias escolares aumentam preocupação
Durante as férias escolares, a prática de empinar pipas se torna mais comum. O problema é que, quando a brincadeira envolve cerol ou linha chilena, o risco deixa de ser apenas para quem está participando e passa a atingir outras pessoas.
Motociclistas são algumas das principais vítimas, já que podem ser surpreendidos por linhas atravessadas em ruas e avenidas. Ciclistas e pedestres também estão entre os grupos mais vulneráveis.
Por isso, especialistas e autoridades recomendam que a brincadeira seja feita em locais abertos, afastados do trânsito e sem uso de qualquer material cortante.
Brincadeira segura deve usar linha comum
Empinar pipa é uma atividade tradicional, mas precisa ser feita com responsabilidade. O uso de linha comum reduz o risco de acidentes e permite que a brincadeira aconteça de forma segura.
Além de evitar linha chilena e cerol, é importante não empinar pipas perto de fios elétricos, rodovias, ruas movimentadas, aeroportos, áreas com grande circulação de pessoas ou locais onde a linha possa atingir veículos.
Pais e responsáveis também devem orientar crianças e adolescentes sobre os riscos e verificar o material usado na brincadeira.
O que se sabe até agora
A Polícia Militar apreendeu 44 carretéis de linha chilena em São Pedro da Aldeia.
A fiscalização aconteceu no Parque Arruda, durante um festival de pipas.
A ação foi realizada após denúncia ao programa Linha Verde.
O material foi encaminhado para a 125ª Delegacia de Polícia.
A linha chilena é considerada perigosa por ter alto poder de corte.
O Linha Verde lançou a campanha “Perigo no Ar, Linha Chilena Não” para alertar sobre os riscos durante as férias escolares.
Denúncias sobre fabricação, venda ou uso de cerol e linha chilena podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177, com WhatsApp anonimizado.