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Ação contra o Comando Vermelho já resultou em 121 mortos e 113 presos, enquanto investigação das mortes continua; operações no Rio seguem com alto risco.

Foto: Reprodução/TV Globo
A megaoperação policial deflagrada contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, se tornou a mais letal da história do estado, com a confirmação de 121 mortos, sendo 4 policiais e 117 suspeitos. A operação, que resultou em um alto número de mortes e prisões, foi considerada um sucesso pelo governo estadual, mas gerou questionamentos e um intenso trabalho no Instituto Médico Legal (IML) para a identificação das vítimas.

Megaoperação: balanço inicial e números atualizados

O governo do Rio informou, inicialmente, que a operação havia resultado em 64 mortes, incluindo 4 policiais, mas esse número foi alterado na manhã seguinte. O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, confirmou o número total de 121 mortos, 63 dos quais foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os confrontos mais intensos entre as forças de segurança e os traficantes.

Os corpos de homens estavam espalhados pela área da mata da Vacaria, um local de difícil acesso, e a polícia confirmou que 113 pessoas foram presas, incluindo 33 de outros estados como Amazonas, Ceará, Pernambuco e Pará.

Moradores do Complexo da Penha encontraram 74 corpos e levaram-nos até a Praça São Lucas, um local central da região, o que gerou um grande movimento de familiares em busca de informações. No entanto, o governo do estado só contou os corpos a partir do momento que estes chegaram ao IML para necrópsia.

Detalhes da operação e explicações das autoridades

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, comentou sobre os danos colaterais e informou que, apesar do número elevado de mortos, apenas quatro civis inocentes morreram durante a operação. Segundo ele, o “dano colateral” foi considerado “muito pequeno”. A operação contou com a participação de mais de 2.500 policiais civis e militares.

A estratégia da operação envolveu o que foi chamado de “Muro do Bope”, onde as forças de segurança cercaram os criminosos, empurrando-os em direção à mata, onde já estavam posicionadas outras equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Em andamento: investigações e identificação das vítimas

O caso segue sob investigação, com a 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) tentando identificar os corpos e o IML trabalhando a todo vapor. De acordo com o governador Cláudio Castro, a operação foi um “sucesso” e se tornou uma das maiores ações de enfrentamento ao crime organizado no estado.

A operação visou enfraquecer a presença do Comando Vermelho nas regiões mais críticas do Rio e é considerada uma resposta ao aumento da violência nos últimos meses.

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