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Autor sofria de Alzheimer e faleceu aos 87 anos em sua casa, no Rio de Janeiro.

Foto:  Flinf/ Divulgação

Affonso Romano de Sant’Anna, escritor, poeta e ex-presidente da Biblioteca Nacional, morreu nesta terça-feira (4), aos 87 anos, em sua residência em Ipanema, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. Ele sofria de Alzheimer desde 2017 e estava acamado há quatro anos.

Velório e despedida

O velório ocorrerá na Capela Histórica do Cemitério da Penitência, nesta quarta-feira (5), das 11h às 14h. O escritor deixa uma filha, a atriz, roteirista e diretora Alessandra Colasanti, além de um neto.

Affonso era viúvo da também escritora Marina Colasanti, que faleceu em janeiro deste ano. O casal compartilhou décadas de parceria na literatura e na vida.

Legado literário e acadêmico

Mineiro de Belo Horizonte, Affonso Romano de Sant’Anna construiu uma trajetória marcante na literatura brasileira. Ao longo de seis décadas, publicou mais de 60 obras, consolidando-se como um dos intelectuais mais influentes do país.

Sua escrita, conhecida pelo tom crítico e reflexivo, abordou temas como identidade, cultura e história. Entre suas principais publicações estão “O Desemprego da Poesia” (1993), “A Catedral de Colônia” (1985), “Que País É Este?” (1990) e os três volumes de “Poesia Reunida”.

Além de sua produção literária, Affonso lecionou literatura em universidades internacionais e dirigiu o departamento de letras da PUC-Rio. Também atuou como crítico literário e cronista em veículos como Jornal do Brasil e O Globo.

Gestão na Biblioteca Nacional

Nos anos 1990, Affonso assumiu a presidência da Biblioteca Nacional, onde implementou projetos de incentivo à leitura que permanecem ativos até hoje. Durante sua gestão, criou o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER) e o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), ações fundamentais para a democratização do acesso ao livro no Brasil.

Repercussão da morte

O Ministério da Cultura lamentou a perda do escritor e ressaltou sua importância para a literatura e a gestão pública. Em nota, a pasta destacou o legado deixado por Affonso Romano de Sant’Anna, enaltecendo sua contribuição para a cultura nacional.

Colegas de profissão, acadêmicos e leitores também prestaram homenagens nas redes sociais, relembrando sua influência e impacto no cenário literário.

Fonte: istoe.com.br/g1.globo.com

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