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Iniciativa do Ministério Público Federal reúne órgãos públicos e organizações civis para formular ações integradas e enfrentar a exclusão social dessa população marginalizada.

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) instalou oficialmente o Fórum Permanente por Direitos da População em Situação de Rua no Rio de Janeiro. A criação aconteceu na última quinta-feira (10), durante reunião realizada na Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PR/RJ). O objetivo é claro: criar um espaço contínuo de diálogo, articulação e ação para enfrentar os desafios estruturais que afetam pessoas em situação de rua no estado.

A proposta surgiu após audiência pública realizada em 31 de março. A iniciativa pretende integrar esforços de órgãos públicos e entidades civis para formular estratégias concretas de enfrentamento à desigualdade.

Entidades se unem por soluções concretas

Diversos órgãos e organizações compõem o Fórum. Entre eles, a Defensoria Pública da União (DPU), a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), o Movimento Nacional da População de Rua (MNPR/RJ), o Instituto Superação Social e o Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS). Além disso, integram o grupo a FAMRIO, a ALMA, a AMA-SC e o Fórum Permanente sobre População Adulta em Situação de Rua no RJ.

A articulação conjunta visa unir expertises e recursos para formular políticas públicas mais eficazes e assertivas, com base nas reais necessidades dessa população historicamente excluída.

Cenário alarmante exige resposta urgente

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil registrava, em 2023, mais de 280 mil pessoas em situação de rua. No município do Rio de Janeiro, esse número ultrapassa 7 mil, embora especialistas alertem que o total real pode ser significativamente maior. A ausência de políticas públicas eficazes e a omissão de entes federativos agravam esse quadro.

“A criação deste Fórum representa um avanço essencial para construirmos soluções estruturais e articuladas no enfrentamento da desigualdade social”, afirmou o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Julio Araujo.

Pautas e encaminhamentos discutidos no encontro

Durante a reunião, os participantes levantaram diversas prioridades, entre elas:

  • Fortalecimento do CIAMP-Rua (Comitê Intersetorial de Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua);
  • Avaliação crítica dos projetos de internação compulsória;
  • Implementação de políticas habitacionais como o programa federal Ruas Visíveis;
  • Aplicação efetiva das leis municipais já existentes;
  • Ações para inserção no mercado de trabalho;
  • Atendimento emergencial em eventos climáticos extremos;
  • Acolhimento especializado para vítimas de violência doméstica;
  • Discussão pública sobre saúde mental na rua.

Próximas ações previstas

O Fórum já estabeleceu novos compromissos. No dia 28 de abril, haverá uma reunião com a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio para tratar da implantação do programa Ruas Visíveis.

A Defensoria Pública da União também avaliará uma possível atuação no Supremo Tribunal Federal contra a omissão da prefeitura carioca na aplicação do CIAMP-Rua.

Além disso, o grupo anunciou repúdio ao Projeto de Lei nº 47/2025, em tramitação na Câmara de Niterói, que propõe medidas de internação compulsória. Uma nota técnica será elaborada sobre o assunto.

A Defensoria Pública Estadual organizará visitas técnicas a unidades de acolhimento. A próxima reunião do Fórum já tem data: 15 de maio de 2025.

Fonte: mpf.mp.br

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