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Imóveis de alto padrão, usados como base criminosa, são alvos de ação que contou com intenso tiroteio e bloqueios na Avenida Brasil

Polícia desmantela ‘resort’ usado por traficantes em Parada de Lucas — Foto: Reprodução/ TV Globo
As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro iniciaram, nesta terça-feira (11), uma operação no Complexo de Israel, na Zona Norte da capital, para demolir imóveis de luxo pertencentes ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”. A ação mirou um “resort” irregular e uma academia de ginástica de alto padrão, construídos com dinheiro ilícito e usados para esconder armas e drogas.

Tiroteio e bloqueios na Avenida Brasil

Na chegada das equipes, criminosos abriram fogo contra os agentes, provocando um intenso tiroteio. Por segurança, a Avenida Brasil precisou ser fechada preventivamente por cerca de 30 minutos. Às 6h, a via foi liberada nos dois sentidos, permitindo a retomada do trânsito.

Os confrontos também impactaram a circulação de trens da Supervia. O Ramal Saracuruna interrompeu a operação entre as estações de Caxias e Penha até a última atualização da reportagem.

Demolição de imóveis de luxo usados pelo crime

A operação tem como foco a destruição de dois imóveis de alto padrão:

  • O “Resort Green”: Um espaço luxuoso com lago artificial para criação de carpas, piscinas e estruturas de lazer.
  • Uma academia moderna: Equipada com aparelhos de última geração, usada como ponto de encontro de criminosos.

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) identificou que esses imóveis foram erguidos irregularmente em uma área de preservação ambiental. Além da destruição da vegetação nativa, a construção alterou o curso de um curso d’água local.

Quem é Peixão?

Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, é apontado como o chefe da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que disputa territórios no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV). Ele controla o Complexo de Israel, composto por comunidades como Parada de Lucas, Vigário Geral e Cidade Alta.

Desde 2015, Peixão acumula cerca de 50 registros criminais e 20 mandados de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídios, tortura e ocultação de cadáver. Apesar disso, nunca foi capturado. Seu grupo criminoso é conhecido pelo grande poderio bélico, capaz de sustentar horas de confronto contra as forças de segurança.

Intolerância religiosa e domínio do tráfico

Peixão impõe uma rígida ditadura religiosa em suas comunidades. Evangélico, ele proíbe cultos e símbolos de religiões afro-brasileiras, ordenando ataques a terreiros e a remoção de imagens de santos do Complexo de Israel.

A facção também instalou câmeras de vigilância em pontos estratégicos, construiu pontes para facilitar o deslocamento entre favelas e até fechou uma igreja católica da região. Em Duque de Caxias, o traficante já foi investigado por liderar o grupo “Bonde de Jesus”, que perseguia seguidores de candomblé e umbanda.

Fontes:
cnnbrasil.com.br
g1.globo.com

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