Quase 500 crianças e adolescentes, entre 6 e 15 anos, participaram no último domingo (20/9) de um festival de jiu-jítsu realizado na FEUC, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O evento teve como principal objetivo oferecer aos jovens uma primeira experiência em competições da modalidade.
Organizado pela FJJD-Rio, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o festival reuniu participantes de diferentes polos de treinamento. Cerca de 90% dos inscritos disputaram uma competição pela primeira vez.
Competição foi pensada para quem está começando
A proposta do evento foi criar um ambiente adequado para crianças e adolescentes que ainda não possuem experiência suficiente para participar de torneios de maior porte.
Segundo o organizador do festival, Arlans Maia, a iniciativa surgiu a partir da realidade encontrada nos projetos e academias, onde muitos alunos ainda estão em fase de desenvolvimento técnico e precisam de oportunidades para conhecer o ambiente competitivo.
Além das disputas individuais, os polos participantes também foram classificados de acordo com o desempenho coletivo.
O Jardim Guaratiba Magarça terminou na primeira colocação, seguido por Palmares e Santíssimo. Vasconcelos ficou em quarto lugar e Cosmo completou as cinco primeiras posições.
Parceria ajudou na realização do evento
A organização contou com a participação da FJJD-Rio na estruturação da competição. A divisão das responsabilidades permitiu que as equipes envolvidas concentrassem esforços no acompanhamento dos alunos e na participação dos diferentes polos.
Para os organizadores, esse formato contribuiu para oferecer uma experiência mais adequada aos jovens que estavam entrando pela primeira vez no ambiente de campeonatos.
Jiu-jítsu como porta de entrada para o esporte
O número de estreantes foi um dos aspectos destacados durante o evento. A participação de crianças e adolescentes que nunca haviam competido reforçou a proposta de criar espaços voltados para diferentes etapas da formação esportiva.
O jiu-jítsu possui uma forte presença no Rio de Janeiro e reúne projetos, academias e polos de treinamento espalhados por diferentes regiões da cidade.
À frente do festival está Arlans Maia, que possui cerca de quatro décadas de atuação na modalidade. Faixa-preta desde 1986, ele começou a treinar aos 11 anos e mantém vínculo com o professor Vasco Bento, da linhagem Fadda.
Ao longo da carreira, Arlans também participou da formação de professores e atletas que posteriormente seguiram trajetórias no Brasil e no exterior.
A realização do festival amplia esse trabalho ao colocar novos praticantes em contato com o ambiente competitivo desde as primeiras etapas da formação.
Fontes
Diário do Rio