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Revitalização traz novas mostras sobre o Império, o Direito e a História do Judiciário no Brasil.

Após dois anos de reformas, o Museu da Justiça, localizado na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, reabre suas portas revitalizado e com exposições inéditas que resgatam a história do Direito e do Judiciário. A primeira fase da reforma foi concluída, trazendo ao público novas salas interativas que exploram as origens das leis no Brasil e no mundo, além de uma programação de exposições temporárias, com destaque para dois bicentenários importantes.

Nova Fase com Exposições Interativas e Mostras Temporárias

Iniciado em 2023, o projeto de modernização do Museu da Justiça é fruto de uma parceria entre a instituição e a empresa cultural Fora, especializada em projetos museológicos. A reforma foi coordenada pela desembargadora Renata Silvares França, que ressaltou o compromisso do museu de aproximar a população de temas jurídicos por meio de uma linguagem acessível e interativa.

“Queremos não só preservar, mas também aproximar a sociedade do entendimento sobre o processo evolutivo da Justiça, para promover uma cultura mais justa e responsável”, declarou a desembargadora.

O novo espaço oferece ao público uma experiência educativa e imersiva. Dentre as atrações permanentes, estão as exposições que abordam as origens do Direito, os princípios da Justiça e a História do Judiciário, desde a antiguidade até os dias atuais. Além disso, o museu inaugurou uma série de mostras temporárias que celebram momentos significativos da história política e constitucional do Brasil.

Exposições Comemorativas: Bicentenários de Dom Pedro II e da Constituição de 1824

Comemorando marcos históricos, o Museu da Justiça apresenta duas exposições temporárias que ficarão em cartaz até setembro de 2025. A primeira, “200 Anos da Constituição de 1824”, remonta o surgimento do primeiro texto constitucional do Brasil, que marcou o início da organização política do país. Esta mostra inclui documentos históricos e uma vídeo-animação que explica de forma didática o contexto e a importância da Constituição Imperial.

A segunda exposição, “A Partilha do Imperador Pedro II: inventário, coleções e diálogos contemporâneos”, explora o legado material de Dom Pedro II, o último imperador do Brasil. Com curadoria de Paulo Knauss e Marcia Mello, a mostra reúne mais de 100 objetos que contam a história do monarca, incluindo documentos, livros, mobiliário e peças que o acompanharam até sua morte em 1891. As obras de arte contemporâneas também estão presentes, representando a memória imperial sob uma nova ótica, com participações de artistas renomados como Claudia Jaguaribe, Rosana Paulino e Hal Wildson.

Um Espaço de Reflexão e Educação

O museu, agora mais acessível e moderno, oferece aos visitantes uma nova forma de entender a História do Direito e a importância do Judiciário na sociedade brasileira. De acordo com Fabricia Ramos, sócia da empresa Fora, a proposta é atrair não só especialistas da área, mas também o público geral, incluindo aqueles que não têm afinidade com o universo jurídico. “Queremos apresentar temas jurídicos de maneira interessante, dialogando com o público de forma inclusiva e envolvente”, disse Ramos.

Com a revitalização, o Museu da Justiça torna-se não apenas um ponto turístico, mas também um centro de conhecimento e reflexão sobre temas fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Serviço

  • Endereço: Rua Dom Manuel, 29 — Centro, Rio de Janeiro
  • Horário de Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 11h às 17h
  • Entrada: Gratuita
  • Classificação Indicativa: Livre
  • Agendamento de Visitas Guiadas: 21.3133-2721

Exposições de Longa Duração:

  • Origens do Direito e Princípios da Justiça
  • História do Direito e da Justiça no Brasil

Exposições Temporárias:

  • A Partilha do Imperador Pedro II | 10 de julho a 10 de setembro de 2025
  • 200 Anos da Constituição de 1824 | 31 de julho a 10 de setembro de 2025

Fontes: g1.globo.com/diariodorio.com

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