Imagem gerada por inteligência artificial
A Prefeitura do Rio regulamentou o Rio Rotativo Digital, novo sistema de estacionamento rotativo tarifado da cidade que substituirá os tradicionais talões de papel pelo pagamento digital por aplicativo. O projeto-piloto começa nesta sexta-feira (17) em sete áreas no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, com 667 vagas disponíveis.
A implantação inicial faz parte de uma estratégia de implementação gradual do novo modelo, que contará com pagamento pelo aplicativo Jaé, fiscalização eletrônica e gestão digital das vagas públicas.
Segundo a Prefeitura, a mudança tem como objetivo modernizar o funcionamento do estacionamento rotativo, ampliando o controle e a transparência do sistema.
Como funciona o Rio Rotativo Digital
Com o novo sistema, o motorista que estacionar em uma vaga sinalizada deverá realizar o pagamento pelo aplicativo Jaé.
O procedimento será feito da seguinte forma:
- acessar a opção Rio Rotativo no aplicativo;
- confirmar o endereço identificado pelo GPS;
- informar a placa do veículo;
- escolher o período de permanência;
- efetuar o pagamento utilizando créditos disponíveis na carteira digital.
Os créditos poderão ser adicionados por meio de Pix ou cartão de crédito.
Tarifa permanece em R$ 2
Apesar da mudança no formato de pagamento, o valor do estacionamento rotativo continuará o mesmo.
A tarifa será de R$ 2 por até duas horas de permanência, com possibilidade de renovação até o limite máximo de seis horas.
Lagoa Rodrigo de Freitas recebe primeira fase do projeto
O projeto-piloto será implantado em sete áreas próximas à Lagoa Rodrigo de Freitas, distribuídas ao longo das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa.
Os bolsões de estacionamento estarão localizados nas proximidades de:
- Clube Caiçaras;
- Parque das Taboas;
- Parque dos Patins;
- Clube Piraquê;
- Parque do Cantagalo.
Ao todo, serão disponibilizadas 667 vagas, incluindo espaços destinados a motocicletas, idosos e pessoas com deficiência (PCD).
Todos os estacionamentos funcionarão de segunda-feira a domingo, das 7h às 23h.
Sistema substituirá talões de papel
Com a implantação do Rio Rotativo Digital, os tradicionais talões físicos deixam de ser utilizados.
O novo modelo permitirá que o controle das vagas e dos pagamentos seja realizado por meio da plataforma digital, com registros eletrônicos das operações.
Segundo a Prefeitura, a mudança busca aumentar a transparência do serviço e combater cobranças irregulares relacionadas ao uso das vagas públicas.
Guardadores cadastrados terão nova atuação
O decreto também estabelece uma nova forma de participação dos guardadores de veículos cadastrados.
Após treinamento, esses profissionais poderão auxiliar o município na coleta de informações sobre a ocupação das vagas por meio da plataforma tecnológica do Rio Rotativo Digital.
Os guardadores, porém, não terão poder de fiscalização e não poderão aplicar multas.
A emissão dos autos de infração continuará sendo responsabilidade exclusiva da autoridade de trânsito, com base nas imagens e registros gerados pelo sistema.
As associações credenciadas deverão indicar os guardadores habilitados, além de garantir uniforme e telefone celular para a realização das atividades.
Recursos poderão ser destinados à mobilidade urbana
O decreto também criou a Conta de Arrecadação de Estacionamento Rotativo (CAER), responsável por concentrar os valores arrecadados pelo sistema.
Os recursos serão utilizados para custear a operação, fiscalização e infraestrutura tecnológica necessárias ao funcionamento do Rio Rotativo Digital.
Eventuais valores excedentes poderão ser destinados ao financiamento de projetos relacionados à mobilidade urbana sustentável.
Implantação será feita de forma gradual
A Prefeitura informou que a implantação do Rio Rotativo Digital ocorrerá por etapas, conforme a instalação da nova sinalização nas vias.
Durante o período de transição, os motoristas serão orientados sobre o funcionamento do novo sistema e sobre as mudanças no processo de pagamento.
A expectativa é que o modelo seja ampliado gradualmente para outras regiões da cidade após a fase inicial de implantação.
Fontes: prefeitura.rio