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Na sexta-feira (25/07/2025), um temporal atípico, com cerca de 80 mm de chuva em poucas horas, atingiu São João de Meriti, na Baixada Fluminense, provocando alagamentos, destruição e prejuízos em diversos bairros do município.

Moradores passaram o sábado tentando recuperar móveis e pertences após a inundação repentina. O autônomo Jairo Ferreira relatou que, ao conseguir chegar em casa, encontrou um metro de água dentro da residência. Eletrodomésticos como geladeira e máquina de lavar foram perdidos.

Em Venda Velha, uma das áreas mais afetadas, o cenário foi de devastação. Moradores relataram desespero, perda de telhados, traumas antigos com enchentes e até a morte de animais de estimação. A Rodovia Presidente Dutra chegou a ser interditada por quatro horas, agravando o caos na região.

No bairro Jardim Meriti, o muro de uma casa desabou, atingindo a parede de uma igreja, que foi interditada por precaução. Já no Vale da Simpatia, uma escola estadual também foi interditada após vistoria da Defesa Civil, devido à queda de entulho estrutural.

Segundo a prefeitura, o volume de chuva registrado foi compatível com índices de verão, algo incomum para esta época do ano. Um mutirão de limpeza foi iniciado, com retirada de entulho, desobstrução de bueiros e assistência social às famílias afetadas.

Moradores também apontam que os alagamentos pioraram após a inauguração de uma fábrica no início do ano. Eles afirmam que a estrutura da empresa desvia o escoamento da água para áreas residenciais, agravando as inundações. A prefeitura informou que está investigando alterações no projeto original da empresa Pro Logis, que podem ter contribuído para os impactos em bairros como Venda Velha.

A Defesa Civil divulgou os bairros com maiores acumulados de chuva nas primeiras quatro horas: Defesa Civil (79,4 mm), Venda Velha (78,2 mm), Jardim Sumaré (77 mm), Coelho da Rocha (66,6 mm) e Agostinho Porto (62,6 mm). Sirenes de alerta foram desmobilizadas no sábado após estabilização dos níveis.

A gestão municipal informou que divulgará um levantamento oficial sobre o caso na segunda-feira (28). Moradores cobram soluções estruturais, responsabilização e ações preventivas para evitar que novos temporais causem tragédias semelhantes.

Fontes:
g1.globo.com

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