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Cantor depôs por mais de duas horas na 15ª DP da Gávea e é investigado por injúria por preconceito após episódio no Jardim Botânico

foto: Rafael Nascimento

O cantor e compositor Ed Motta prestou depoimento nesta terça-feira (12) na 15ª DP, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A polícia investiga a confusão registrada no restaurante Grado, no Jardim Botânico, no último dia 2.

Ed Motta chegou à delegacia às 10h14. Em seguida, os agentes o conduziram para a sala de depoimento. O artista permaneceu no local até 12h20. Porém, ele deixou a unidade sem conversar com jornalistas.

Além disso, os investigadores apuram denúncias de injúria por preconceito e lesão corporal envolvendo pessoas que participavam do encontro no restaurante.

Polícia investiga injúria por preconceito

Segundo depoimentos anexados ao inquérito, funcionários do restaurante relataram ofensas xenofóbicas direcionadas a nordestinos. Um dos relatos afirma que Ed Motta teria insultado um funcionário durante a discussão.

De acordo com o depoimento, o cantor teria utilizado expressões ofensivas contra o barman após discordar da cobrança da taxa de rolha. O crime de injúria por preconceito prevê pena de um a três anos de reclusão.

Além disso, testemunhas afirmaram que o artista demonstrou irritação durante toda a discussão. Outros funcionários confirmaram a versão apresentada à polícia.

O caso ganhou repercussão nacional depois que trechos dos depoimentos foram exibidos no programa Fantástico, da TV Globo.

Discussão começou após cobrança de taxa de rolha

Segundo funcionários do restaurante, a confusão começou após a cobrança da taxa de rolha. O estabelecimento informou que Ed Motta normalmente não pagava a taxa quando frequentava o local sozinho ou acompanhado da esposa.

Entretanto, naquela noite, o cantor estava acompanhado de mais seis pessoas. Por isso, a cobrança foi aplicada normalmente pela casa.

O desentendimento aumentou rapidamente. Testemunhas afirmaram que integrantes da mesa do cantor passaram a discutir com funcionários e clientes que estavam próximos.

Investigado por agressão teria arremessado garrafa

A polícia também investiga Nicholas Guedes Coppim, amigo de Ed Motta, por lesão corporal. Segundo depoimentos, ele teria dado um soco em um frequentador e arremessado uma garrafa durante a confusão.

Ainda conforme os relatos, a garrafa atingiu uma parede e se estilhaçou. O impacto teria quebrado até um relógio instalado no local.

Imagens e testemunhos também indicam que clientes de uma mesa vizinha sofreram agressões físicas durante o tumulto.

Além disso, uma das testemunhas afirmou que Nicholas teria feito perguntas constrangedoras a um funcionário antes do agravamento da discussão.

Defesa nega agressões do cantor

A defesa de Ed Motta negou qualquer agressão física praticada pelo artista. Os advogados afirmaram que o cantor deixou o restaurante indignado com o atendimento recebido.

Enquanto isso, a defesa de Nicholas Guedes Coppim declarou que o cliente permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Já os advogados de Diogo Couto, outro envolvido na ocorrência, afirmaram repudiar qualquer ato de violência.

Investigação continua na 15ª DP

Os agentes da 15ª DP seguem analisando imagens, depoimentos e provas reunidas durante a investigação.

Atualmente, a polícia trabalha com duas frentes principais. A primeira apura a suposta lesão corporal contra um cliente da mesa vizinha. Nesse caso, Ed Motta aparece como testemunha.

Por outro lado, os investigadores também analisam a acusação de injúria por preconceito. Nessa linha de investigação, o cantor figura como suspeito.

Até o momento, a Polícia Civil não informou quando o inquérito será concluído.

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