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Enquanto desfile cívico-militar ocorre no Centro do Rio, atos em Copacabana reúnem Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro a favor de anistia; centrais sindicais organizam mobilização da esquerda.

O 7 de Setembro no Rio de Janeiro foi marcado por manifestações simultâneas de diferentes espectros políticos. No Centro, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda organizaram um ato em defesa da democracia, enquanto em Copacabana milhares de pessoas participaram de um protesto pró-anistia com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador Cláudio Castro. Outros protestos ocorreram em cidades como Angra dos Reis e Macaé, evidenciando a polarização política no país.

As manifestações começaram cedo no Rio. No Centro, a concentração iniciou às 9h na Avenida Presidente Vargas, com cartazes e palavras de ordem em defesa da democracia e contra ameaças à soberania nacional. O ato contou com a participação de deputados federais e estaduais, representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e grupos religiosos. Entre as atividades, foram realizados mutirões para coleta de votos no Plebiscito Popular, abordando temas como redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1 e taxação de super-ricos.

Em Copacabana, o protesto pró-anistia reuniu milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro, incluindo Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro. Faixas e cartazes criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, em meio a uma intensa mobilização favorável a uma possível anistia para condenados por crimes relacionados à tentativa de golpe de 2023.

As manifestações refletem o contexto político atual. O STF iniciou na última terça-feira (2) o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Caso condenado, o ex-presidente pode receber até 43 anos de prisão e permanece inelegível devido a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Paralelamente, a Câmara dos Deputados discute a votação de um projeto de anistia, apoiado pelo PL e pelo Centrão, mas rejeitado pelo governo federal. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não definiu a pauta, e diferentes versões da proposta — desde uma anistia ampla para todos os envolvidos até uma restrita — estão sendo avaliadas.

Segundo especialistas, a polarização nas manifestações reflete a disputa sobre o futuro das instituições democráticas brasileiras e a pressão sobre o Congresso e o STF, além de mobilizar diferentes setores da sociedade em torno de temas como justiça, soberania e direitos civis.

A Polícia Militar e a CET-Rio acompanharam toda a movimentação para garantir segurança e controle do tráfego durante os atos.

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