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Forças de segurança intensificam buscas após ataque à 60ª DP, que deixou policiais feridos. Investigação aponta conexão com disputa entre facções.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, neste domingo (16), uma grande operação para localizar os criminosos envolvidos no ataque à 60ª Delegacia de Polícia (DP), em Campos Elíseos, Duque de Caxias. O atentado ocorreu na noite de sábado (15), quando dez homens armados com fuzis abriram fogo contra o prédio da delegacia em uma tentativa de resgatar Rodolfo Manhães Viana, conhecido como “Rato”, e seu segurança, Wesley de Souza do Espírito Santo.

Operação e buscas intensificadas

Ações estão sendo conduzidas na favela Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, e em outras comunidades da região, como Rua 7, Santa Lúcia, Rasta e Rodrigues Alves. O principal alvo das buscas é Joab da Conceição Silva, apontado como o substituto de Rato no comando do tráfico local. Ele tem 55 passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas, roubo de carga, porte ilegal de arma e extorsão.

Até o momento, quatro criminosos foram presos e um foi morto durante confronto com as forças de segurança. A delegacia permanece fechada para atendimento enquanto passa por perícia.

Ataque violento à delegacia

O ataque aconteceu por volta das 22h50 de sábado. Imagens mostram que a fachada da delegacia foi destruída pelos disparos. Portas de vidro foram estilhaçadas e as persianas do segundo andar ficaram completamente danificadas. Durante o tiroteio, moradores da região registraram em vídeo a ação dos criminosos.

Segundo investigação, os bandidos chegaram a entrar na unidade policial. Ao perceberem que Rato já havia sido transferido para a Cidade da Polícia, fugiram em motocicletas e carros. Três presos por crimes de menor gravidade conseguiram escapar durante o ataque. Dois policiais foram baleados e encaminhados ao Hospital Adão Pereira Nunes, mas já receberam alta.

Ligação com a guerra do tráfico

A investigação também aponta que o grupo criminoso que atacou a delegacia estava a caminho do Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio. O objetivo era apoiar o Comando Vermelho na disputa pelo território, recentemente invadido por traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP).

Diante dessas informações, a polícia realizou uma incursão no Vai Quem Quer na manhã de sábado. Durante a operação, Wesley foi preso com um fuzil calibre 5,56, enquanto Rato foi encontrado com um radiotransmissor ligado na frequência da quadrilha. Ambos foram autuados por tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil também solicitou a transferência de Rato e Wesley para um presídio federal, com o objetivo de impedir novas tentativas de resgate.

Fonte: oglobo.globo.com/cnnbrasil.com.br

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