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Primeira reforma do palacete histórico preserva patrimônio cultural e amplia acessibilidade, sem interromper visitação à área verde do parque.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou nesta segunda-feira (12) a maior restauração já realizada no Palacete do Parque Lage. O edifício, tombado pelo patrimônio histórico, abriga a Escola de Artes Visuais (EAV) e receberá investimento de R$ 21,4 milhões. Esta é a primeira grande reforma do local em quase um século.

A Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seiop) coordena os trabalhos, que envolvem a recuperação estrutural, melhorias na acessibilidade, iluminação, sistemas elétricos e hidráulicos, além de climatização e combate a incêndios. A previsão de conclusão é para junho de 2026.

EAV será realocada temporariamente para continuidade das aulas

Para manter as atividades da Escola de Artes Visuais durante o período de obras, o governo transferirá as aulas para o edifício das Cavalariças. A mudança ocorrerá na primeira quinzena de junho, com interrupção de apenas uma semana. As Cavalariças também passarão por melhorias estruturais, incluindo novos banheiros e cinco salas de aula.

Além disso, dois novos pontos de apoio serão instalados: um quiosque de lanches e outro para venda de materiais artísticos, beneficiando alunos, professores e visitantes.

Turismo e memória preservados mesmo durante as obras

Apesar da reforma, o Parque Lage manterá aberta sua área verde ao público. No entanto, a partir de 29 de maio, o palacete ficará fechado para visitação. Restaurantes e lojas no interior do edifício também suspenderão temporariamente o funcionamento.

A lavagem da fachada marca o início efetivo da intervenção. O secretário de Obras, Uruan Andrade, reforça que o projeto vai além da restauração física. “Preservar esse patrimônio significa manter viva sua história e proporcionar mais conforto e segurança a todos.”

Obra celebra os 50 anos da Escola de Artes Visuais

A restauração do palacete celebra os 50 anos da EAV. Professores, alunos e funcionários organizarão uma programação especial durante o ano em homenagem à trajetória da escola.

A secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, destacou a importância da revitalização. “Deixar esse local renovado é garantir a continuidade da memória cultural do estado e oferecer um espaço mais acessível.”

O governador Cláudio Castro reforçou o simbolismo da obra: “Investir nesse espaço é respeitar a história, a arte e a cultura do povo fluminense”.

Fontes: diariodorio.com/

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